segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Filosofando sobre episódios - Os milhões do Clarêncio (Clarêncio, o Otimista)

Nesta nova série, eu busco analisar e refletir sobre vários episódios de desenhos animados. A motivação desta empresa se deve ao fato de eu sentir que existe uma demanda quanto á isso, de sentir que ainda não há muita discussão sobre esses desenhos. Antes de buscar significados que não estão lá, eu escrevo isso acreditando que desenhos não são só meros entretenimentos (como fragmentos da cultura e da sociedade, os desenhos estão sujeitos á interpretações e discussões sobre estas entidades concretas que permitem que eles existam). 

Para inaugurar esta nova série, começarei por falar sobre um episódio que me intrigou muito chamado "Os Milhões do Clarêncio". 

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Materialismo histórico, C. Lewis, e uma possivel aula

Se um dia tiver seres desafortunados que serão meus alunos e pupilos, pensei em utilizar, um argumento que eu extraí do livro "A Lógica dos Verdadeiros Argumentos" de Alec Fisher. Este livro, ou "Livro Verde" como eu gosto de chamar, me ensinou um pouco que eu sei de lógica básica, e filosofia da ciência...Eu ainda estudo formas e possibilidades de utilizar essa fonte em sala de aula, já que ele trabalha como uma série de argumentos, que vão desde do argumento Malthusiano, argumentos sobre a Guerra Fria, até argumentos mais complexos. Ele é um compilado de argumentos e meio que força você a estudar melhor os textos e as preposições. 


No final deste livro, tem um argumento que eu li, e admito, que me causou um certo desafio...Em verdade, fiquei um bom tempo refletindo sobre ele...É um argumento utilizado por C.S Lewis, em sua obra "Milagres". É um argumento contra a impossibilidade do universo ser regido por causas e razões irracionais e aleatórias, isto é, um argumento contra o naturalismo:


quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Cinema no meio da floresta - Vá e Veja (1985)

Depois de muitos anos sem escrever porra nenhuma neste blog, eu decidi agora, nos 45 minutos do segundo tempo de 2015, redigir esta pretensa resenha.

De forma desinteressada, e até leviana, eu escolhi um filme qual quer para assistir antes de dormir: Vá e Veja (1985), de Elem Klimov. Eu só tinha assistido esse filme até a metade há uns dois anos atrás, e nunca mais retornei a assisti-lo (situação análoga e comum a muitos outros filmes). 
Eu pensava que seria mais um filme para assistir e dar aquela relaxada maluca na mente...Eu estava fodidamente enganado...Vá e Vejá (Idi i Smotri, em Russo) é um filme perturbador, muito diferente dos outros filmes de guerra que são acessiveis aos familiares, por exemplo.


A primeira metade do filme só ajudou a reafirmar as opniões que eu já tinha sobre ele: atuações estranhas e questionavéis que não criavam em mim qual quer tipo de elo com os personagens. Até o momento em que o protagonista, o jovem Florya, descobre que boa parte de seu vilarejo em Belarus foi morta por soldados alemães, o filme já começa a criar a atmosfera de loucura e histeria, mas nada que me perturbou exatamente (talvez eu possa considerar a trilha sonora, que tinha sido eficaz para construir algum terror psicológico). O filme, e boa parte dele, só deixava no ar um estranhamento, algo como: "Que merda que eu estou assistindo?"...A parte mais tensa, que cria enorme ira, ódio naquele que assiste, só ocorre nas cenas finais do filme.

domingo, 26 de julho de 2015

A Terceira Geração do Cartoon Network: Jake Gumball.

Á minha geração, de crianças barbudas que nasceram na primeira metade do década de 1990, ou na segunda metade da década de 1980, assim como muitas gerações antes dela, são movidas e animadas pela falácia dos tempos de ouro. Tendo em mente isso, temos um tão cultuada "Cartoon Network antiga"...Antes mesmo de esboçar se quer um parecer sobre isso, vamos compreender o que foi e o que é a Cartoon Network Brasil, e para isso, eu a pensei em três períodos: Cartoons Cartoons, Ben 10 e Jake Gumball. 

A primeira diz respeito á aquela Cartoon Network que tantas pessoas, com mais de 20 anos, tanto idolatram, uma idolatria que chega a ser um pouco religiosa. Uma Cartoon Network que vai desde dos seus primórdios até o ano de 2008, mais ou menos. O período é conhecido tanto pelos clássicos, da Hanna-Barbera, como pela efervescência de desenhos criativos e originais, como "Vaca e o Franco", "Coragem: o Cão Covarde", e "As Terriveis Aventura de Billy e Mandy" só para citar alguns. 

Aos poucos, sem percebermos, a emergência do Ben-10 estabeleceu um novo quadro, e um novo direcionamento para o canal...Os antigos desenhos tão aclamados não tiveram nenhuma continuação, se estagnaram no tempo, talvez por falta de apoio e incentivo do próprio canal. Este período foi caracterizado pela predominância de Ben-10 (que é um desenho que eu detesto), e suas sombras, desenhos menores que não chegaram nem a rivalizar com os antigos que eram colocados no ostracismo.

Então, nos últimos 3/4 anos (se não estou enganado), a CN conheceu outro período: Jake Gumball, que eu chamei assim para prestar homenagem aos dois protagonistas das séries que eu mais gosto no canal: Jake (Hora da Aventura) e Gumball Waterson (O Incrivel Mundo de  Gumball). Este post será para falar deste período em especifico e suas séries animadas. 

domingo, 3 de maio de 2015

O primeiro e ultimo ensaio do ano: Auto conhecimento e os saberes de um vagal

Faz algum tempo que eu deixei este blog á sua própria sorte, pois o facebook me parecia uma plataforma muito mais atraente para expor meus pensamentos...Num entanto, chegou o momento que eu senti a vontade de compor, semear e colher um texto mais longo que necessitaria de um fundo azul escuro e de letras brancas. 
Sabendo que, de alguma forma, o conjunto dos conhecimentos e saberes que temos do mundo é raramente baseado em coisas que realmente estudamos com profundidade (afirmo isso sem me basear num estudo cuidadoso), eu queria escrever algo que me servi-se aos meus propósitos introspectivos: descobrir, na medida do possível, os limites de meus saberes, quais são os saberes mais refinados, e quais deles são mais obscuros que advém apenas de opiniões que aceitei do meio. 

Esse post servirá mais como uma referência para mim mesmo do que um ensaio, um artigo, ou uma publicação que tem a intenção de atingir algum público. 

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Dogma 18

O dogma 18, minhas queridas crianças barbudas, é uma lista de livros que anseio ler até 2018. Nesta lista, contem 8 livros sobre politica e história e 2 livros de romance. Anseio ler 3 ou 4 de cada vez...

Livros de história

O que é História? - Edward H. Carr

O manifesto Comunista - Karl Marx

O Capital - Karl Marx

História dos Eua - Leandro Karnal

Garibaldi, Herói dos dois mundos - Mauricio Oliveira

Acreditavam os Gregos em seus mitos (projeto 2017) - Paul Veyne

A era das revoluções (projeto 2017 também!) - Eric Hobsbawm

A História Econômica do Brasil - Caio Prado Jr.

Modernidade Liquida - Zigmund Bauman

Algum livro do Focault

Romances

O velho e o Mar - Heminghway

Cem anos de Solidão - Garcia Marquez


segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Manifesto da Anti-Gravidade

Compartilho com vós, minhas queridas crianças barbudas, um manifesto escrito por Paulie Wells...Não confundam com Wizerd Wells...Apesar de parentes, o primeiro é escocês, e é um reaça delirante que tomou muito suco radioativo. 


Obs.: Eu tenho medo de quem levar essa merda a sério e concordar com esse post...

sábado, 13 de setembro de 2014

A Empopéia de Zolcev

Foi encontrado, nos restos do que foi chamado "Mundo de Quake", relatórios de viagem escritos por um autor que assinava com o nome de Zolcev. Pouco se sabe sobre este autor...O que sabemos é que ele era um militar polaco-americano em uma missão de reconhecimento, e que foi obrigado á sobreviver naquele mundo hostil. Por mais que os seus diários tenham um caráter fantástico, é uma das únicas fontes escritas que nós temos desse mundo perdido e sem história. 


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Diretiva Amazon Airplane

Eu não sou afeito a aqueles discursos, ou aqueles textos pseudo-motivacionais que cobrem os conceitos gerais de uma escola e de um curso...Pois bem, eu pensei como seria os "objetivos" do Colégio Estadual Amazon Airplane, antigo Colégio Estadual Carlos Pereira Amazon, em Manaus:

"Nosso objetivo é formar cidadãos engajados, acreditando que nossos alunos são especiais e que podem promover mudanças em seus meios sociais. Gostaríamos de formar cidadãos não só para o mercado de trabalho, mas para a vida...Ah, como nossos alunos são lind...Bom, na verdade, nosso objetivo é tentar fazer ciclopes voadores - muito frustrantes foram as tentativas de fazer um...Temos um sonho antigo de transformar o Amazon num Aeroporto de naves espaciais. Precisaríamos, num entanto, de um excedentes de toalhas que não possuímos no momento. 
E eu ouvi boatos, de ovnis e arvores voadoras, que o Amazon tem 10 objetivos para serem satisfatoriamente completados até 2018:

1 - Transformar todas as batatas do mundo em entregadores de pizza suicidas. 
2 - Fazer com que as pizzas nasçam em arvores. 
3 - Fazer com que 40% das lições de casa sejam destinadas para o cachorro que as devora.
4 - Ter duas quartas-feiras duas vezes ao ano na mesma semana. 
5 - Encontrar aquele violão voador que o Lokomov perdeu nos anos 70. 
6 - Ler um livro inteiro do Wizerd, e concordar com tudo que ele diz.
7 - Aumentar as nossas plantações de livros
8 - Ter pequenas oficinas e guildas manufatureiras para produzirem carrinhos de madeira.
9 - Adotar crianças finlandesas.
10 - Internar todos os loucos albinos.

Destes 10 objetivos, nós já realizamos sete, faltando apenas as duas primeiras e a sexta. Agora, é sua vez de nos ajudar a completar os outros objetivos que ainda não realizamos...


Devido as exigências do MEC, nós iremos prosseguir com a 'programação normal'...

...Nós vemos o estudante como um ser autônomo, um agente de transformação social...

domingo, 6 de julho de 2014

A história por trás de Artur Barz

Quem foi e quem é Artur Barz? Na busca para responder esta pergunta fundamental, que há anos divide a academia, vemos como sua história se confunde com o mito que foi edificado a partir de seu personagem. Nosso trabalho aqui não é endeusa-lo, muito menos condená-lo, mas colocar suas memórias e feitos num corpo coeso, para assim, tentar criar uma história e narrativa mais objetiva possível.