Mostrando postagens com marcador cinema no meio da floresta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cinema no meio da floresta. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Cinema no meio da floresta - Vá e Veja (1985)

Depois de muitos anos sem escrever porra nenhuma neste blog, eu decidi agora, nos 45 minutos do segundo tempo de 2015, redigir esta pretensa resenha.

De forma desinteressada, e até leviana, eu escolhi um filme qual quer para assistir antes de dormir: Vá e Veja (1985), de Elem Klimov. Eu só tinha assistido esse filme até a metade há uns dois anos atrás, e nunca mais retornei a assisti-lo (situação análoga e comum a muitos outros filmes). 
Eu pensava que seria mais um filme para assistir e dar aquela relaxada maluca na mente...Eu estava fodidamente enganado...Vá e Vejá (Idi i Smotri, em Russo) é um filme perturbador, muito diferente dos outros filmes de guerra que são acessiveis aos familiares, por exemplo.


A primeira metade do filme só ajudou a reafirmar as opniões que eu já tinha sobre ele: atuações estranhas e questionavéis que não criavam em mim qual quer tipo de elo com os personagens. Até o momento em que o protagonista, o jovem Florya, descobre que boa parte de seu vilarejo em Belarus foi morta por soldados alemães, o filme já começa a criar a atmosfera de loucura e histeria, mas nada que me perturbou exatamente (talvez eu possa considerar a trilha sonora, que tinha sido eficaz para construir algum terror psicológico). O filme, e boa parte dele, só deixava no ar um estranhamento, algo como: "Que merda que eu estou assistindo?"...A parte mais tensa, que cria enorme ira, ódio naquele que assiste, só ocorre nas cenas finais do filme.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Cinema no meio da floresta 8 - A Lula e a Baleia

Filme dirigido por Naum Baumbach, e lançando em 2006, "A Lula e a baleia" mostra, de um peculiar ponto de vista, como ocorre as interações entre pais e filhos, e como é o desenvolvimento dos últimos em sua fase de crescimento. O filme fala sobre a separação de Joan (Laura Linney) e Bernard Berkman (Jeff Deniels), que acaba não sendo só uma mera separação patrimonial, mas também, uma separação entre os seus filhos, Walt (Jesse Eisenberg) e Frank (Owen Kleine). Os dois filhos do casal estão em diferentes estágios de crescimento, estágios até correlatos. Walt, ainda está na busca de sua identidade, estando á sombra de seu pai, e Frank, começa a sua vida sexual muito precocemente... Por ter mais me identificado com o primeiro, irei falar dele com mais afinco. 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Cinema no meio da floresta - A abadia de Saint Vitus

Esse post explica o por que das obras de Tarkovsky e Ingmar Bergman não me interessarem.

Nem toda grande obra precisa ter um bom fim...

"O Espelho" de Tarkovsky...Não foi uma história que me envolveu...Mesmo que meu instinto disse-se: "Esse filme tá chato pra caralho, desinteressante, e cada cena só evidencia o marasmo deste filme", eu continuei a ver o filme até o final, esperando ver aquele final que me deixa-se atônito, com um sentimento que tinha valido a pena aquele pequeno sofrimento, aquele masoquismo que é a experiencia de ver filmes que não te empolgam. Mas nem isso a obra tinha...Em vão esperei por esse final que nunca veio. Algo similar veio a ocorrer quando eu vi "Através do Espelho", só, que neste filme, Ingmar Bergman resolveu fazer um final interessante, que deve ter chocado alguns pelo seu viés existencialista, mas mesmo assim, não me fez gostar do filme...



quinta-feira, 6 de junho de 2013

Cinema no meio da floresta 7 - O porre em uma clareira

Desde de que comecei a me aventurar nesta floresta de árvores feitas de filmes, omiti neste blog os filmes que não gostei e que me decepcionaram. Eu sempre escrevo sobre filmes que eu gosto, mas agora, será diferente. Falarei daqueles que condenei a infâmia e ao inferno aonde os filmes medíocres devem perecer.
Então vamos beber amiguinhos que lá vem historia!

Rio (Carlos Saldanha)


Um Brasil que não fala português, cenas previsíveis, momentos forçados...O genial criador da Era do Gelo não acertou a mão para retratar seu país de origem. Mas provavelmente, ele tenha retratado com fidedignidade o "Brasil", só que mostrou um "Brasil" estranho para quem nasceu nos Pampas ou na Terra das Araucárias, ou talvez alguém que tenha nascido na Serra Catarinense. 
Minha censura não reside no fato dele ter ignorado o resto do Brasil e só mostrado uma fração dele, mas sim dos clichês abusivos, como também, momentos que para mim são muito forçados. O filme é "assistivel", mas no final você se sente o desânimo de ver mais um filme que mostra o Brasil de forma estereotipada. Depois de assistir o filme, fiquei imaginando como seria fazer um filme de animação mostrando o Brasil que neva e que não gosta de samba e pagode. 

Numa nota de um a dez, sendo 1 a merda mais horrenda que já vi, e 10 um filmaço fodido, esse filme recebe a nota 5, pois eu considerei o trabalho dos animadores para fazer esse filme. Eu sou leigo quando o assunto é animação, mas eu tenho uma ideia de quão difícil deve ser o trabalho de dar vida a um projeto desses. Se eu desconsidera-se o labor destes profissionais, eu daria uma nota inferior.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Cinema no meio da floresta 6 - Dois filmes com Christopher Walken

Falarei de um ator, mais precisamente de dois dos seus últimos filmes nos quais atuou. Filmes que não tiveram grande repercussão ou propaganda, e ainda foram, se não me engano, lançados no mesmo ano: 2012. 
Em ambos os filmes, Walken trabalhou em trio, com Sam Rockwell e Collin Farrell, Al Paccino e Alan Arkin, respectivamente.

Encarnou personagens que já estavam indiferentes e inconsequentes com a vida, isto é, já não temiam um fim inevitável que vos esperava, sem medo de perecer.
E acabo a minha breve introdução aqui. Que venha os filmes!


sábado, 23 de fevereiro de 2013

Cinema no meio da floresta 5 - Argo

Vi um filme que não me chamara a atenção apenas por sua tensidade ou história, mas também pelas meditações que ele me sucitou. O tema do filme é bem simples: um agente da CIA, afim de tirar alguns refugiados americanos que estavam escondidos no consulado canadense em Teerã (depois que a embaixada ianque no Teerã foi ocupada por insuretos islamicos) faz um estranho plano para tirá-los de lá: ele inventa um filme falso, conseguindo o apoio de um produtor de verdade, utilizando um script para que o ardil fosse ainda mais convincente. E por ultimo, tentar convencer os revolucionários iranianos que os refugiados faziam parte da equipe de filmagem e que foram a Teerã para ver os sets de filmagem, e assim, voltar para seu pais de origem, o Canadá. Se Teerã era uma terra hostil para os ocidentais e principalmente para os ianques naquela epoca, não sei se é uma terra que seria receptiva aos mesmos hoje, tendo em consideração que as cenas que foram passadas em Teerã foram filmadas em Istambul devido ao forte conflito que ainda permanece entre as duas nações, e é claro, os EUA não tentariam filmar um filme em território iraniano de novo depois dessa dramatica experiencia (Ben Affleck não seria tão ousado).


 Affleck me surpreendeu por fazer um papel que Keanu Reabes faria (aquele do homem sério, pouco alegre, cheio de problemas a resolver, como Constatine por exemplo, ou o papel que ele faz com o advogado do diabo). O primeiro, diferente do segundo, não se destacou, até o momento, em fazer anti-herois, mas se saiu muito bem como um...É um homem com um fardo, não é o heroi feliz. Mas é um homem determinado a completar a missão. Eu não o reconheci com a barba e pela sua expressão fidedigna, então creio, que sua atuação foi acima da média.


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Cinema no meio da floresta 4 - Pulp Fiction

No cinema do meio da floresta 2, aonde eu declarei que o Bastardos Inglorios era o unico filme de Tarantino que me agradava, enquanto que os outros só se baseavam numa violencia sem sentido. Bom, ao ver Pulp Fiction pela primeira vez, descobri então que foi um grande equivoco da minha parte afirmar isso. Podem me censurar por nunca ter visto Pulp Fiction até o segundo dia do ano de 2013, como também me censurar por meu equivoco herdado pelas impressões que ficaram quando eu vi Grindhouse (que é um filme que eu acho uma merda, mas vai ver que se eu ver de novo eu mude de opnião).

Pulp Fiction é tão bom quanto o Bastados Inglorios...Acho que também a raiz do meu preconceito aos filmes do Tarantino seja as impressões deixadas em mim pelo filme Kill Bill (que eu não vi inteiro e só em fragmentos, outra falta por mim cometida que merece censura). 

Que este post sirva como minha reconciliação aos filmes de Tarantino e represente minhas sinceras desculpas. 


domingo, 23 de dezembro de 2012

Cinema do meio da floresta 3 - filmes cults

 Por muito tempo os preconceitos que eu nutria pelo cinema europeu serviram como uma carapuça diante de meus olhos. Eu via estes filmes cults como o cego de nascença admira um por-do-sol. Nos ultimos tempos, começei a admirar estes filmes, que não dão respostas prontas e de facil similação. Depois de muito tempo, acostumado aos filmes de Hollywood, me surpreendi pelo experimentalismo do cinema europeu, experimentalismo este que torna impossivel erigir um cinema homogeneo e com formulas previsiveis no velho continente. 

Sobre os dois filmes que apresento a vocês, me limito a dizer, por enquanto, que foram filmados na França com diretores que não eram franceses.

Há spoilers nessa merda, mas eu me esforço para que eles não sejam tão grotescos. Mas por sorte, minha descrição dos filmes é tão vazia, que creio que você não achará spoilers "nocivos"...


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O cinema no meio da floresta 2 - filmes com Christopher Waltz

No Cinema no meio da floresta desta semana, eu apresento a vocês a minha opnião sobre dois filmes com Christopher Waltz, ator austriaco que apareceu a pouco tempo em filmes de grande repercursão e ja surpreendeu o mundo com sua atuação em Bastardos Inglórios (que lhe rendeu o oscar de ator coadjuvante e o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes) e, mais recentemente, no Deus da Carnificna.


AVISO: Há spoilers nessa merda...Pode haver um...Cuidado...


terça-feira, 2 de outubro de 2012

O cinema no meio da floresta

O intuito do meu blog era que ele fosse um blog bastante diversificado, que falasse sobre politica, história, filosofia, cinema, musica...Porem, o blog foi dominado por um mesmo tema, talvez pela minha incopetencia e ignorancia para falar de outros assuntos, e também, por que estou nesta canoa furada e prestes a afundar, sozinho. Enfim, apresento a vocês, um filme que a tanto merecia uma resenha aqui (Desventuras em Série), e outro, que me impressionou muito e que vi bem recentemente (Identidade).

Aviso: essa porra pode ter SPOILERS. .

Desventuras em Série

O filme fala sobre crianças que vivem num mundo de adultos. No mundo inescrepuloso de adultos e seus valores decrépitos. Daria uma boa saga esse filme (considerando que foram escritos doze livros dessa série), todavia, só fizeram um filme, e bem resumido. Eu não li os livros da saga, mas fico atentado a isso...


Enfim, é neste mundo ardiloso e hostil, criado pelos adultos e suas convenções, que os irmãos Boudelaire tentam sobreviver, e se não fosse bastante, todos são cumplices da dementia de Conde Olaff, aquele que visa elimina-los o quanto antes, pois, são as unicas crianças no filme, e esse fato os torna hereges que merecem ser perseguidos. Mas qual é a metafora por de trás de Conde Olaff? Ele representa todos os valores que as pessoas aceitam, valores esses que visam suprimir os pensadores e reduzi-los a condição de hereges? Ou ele não passa de um homem de meia idade demente mesmo? A estética do filme nos revela um mundo escuro e cinzento, revelando a metafora que vivemos em tempos sombrios? 

Indentidade


O filme passa basicamente em apenas dois ambientes e em duas situações dispares: numa sala num tribunal, onde há uma audiencia, reunindo 3 advogados, um juíz e um psicologo, e num motel de beira de estrada cheia de desconhecidos. O motel e suas dependencias se tornam uma prisão, já que os envolvidos não podem sair de lá, tendo em vista que todas as pistas que saem daquele lugar estão bloqueadas ou intrasponiveis graças a chuva e as enchentes. E se não fosse o bastante, os personagens estão presos com um assassino, que começa a matar um a um...Durante o filme, várias hipotses vieram a minha cabeça de quem poderia ser o assassino, mas não demorou muito para eu perceber que não seria uma tarefa facil e que o assassino poderia ser qual quer daqueles "prisioneiros".


No final do filme, descobrimos que aquilo era uma prisão onde todas as personalidades de um mesmo homem estavam presas, a prisão, em suma, é sua mente que abriga outros sujetios, personalidades dispares. Como e por que ele criou essa realidade para si se confundindo com as suas criaturas? Se pensarmos bem, isso é uma caracteristica bem comum no homem, pois ele cria algo e depois se confunde na coisa que criou, se tornando até a sua criatura, se tornado dependente do que criou. Dos valores mais louvaveis que encontramos em nós mesmos, por exemplo, nós exaltamos esses valores e o trasnformamos numa idéia de ser supremo, de artifice que reina em um mundo supra-sensivel, quando esse ser supremo não passa de uma abstração humana que ousou elevar as qualidades humanas mais louvaveis na condição de um Deus.

O filme é uma amostra interessante como a mente humana tem um capacidade criativa impressionante e ele também reserva questões pertinentes a filosofia da mente e a psicanalise, compensando o minimalismo formal do filme: dois cenários, que se passam no mesmo dia, um na mente do prisioneiro e outra na sala no tribunal...
 Admiro a habilidade do diretor em nos surpreender até os ultimos minutos do filme, o que é uma qualidade louvavel e dificil de se conseguir, tendo em mente a quantidade de filmes que você pode adivinhar a sua história logo nos primeiros minutos. Ele não é um filme convencional, e nos surpreende, que o final seja tão ensolarado, "feliz", e ao mesmo tempo, guardar uma chocante revelação.