quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Pornografia - as esculturas de marmore

Antes de representar imagens que servem de exaltação ao onanismo, eu vejo algo a mais na pornografia, ou melhor, na arte erótica e pornográfica. Não estou falando necessariamente de videos pornográfios, mas a fotografia que visa representar este mundo que é submetido a censura pela pouca moralidade e pudor que ainda nos resta. Este universo que serve para representar e eternizar corpos esculturais ou o coito no seu ápcie. Se as mulheres ficam reféns da coisificação, isso não tenho duvida, mas o que não se torna coisa em nosso mundo? O homem também é transmutado em objeto neste mundo em que vivemos, e por isso, com alguma educação, peço que as mulheres parem de tentar arrogar o titulo de objeto apenas para si mesmas, como se a coisificação fosse algo que lhes fosse próprio. Todos somos objetos, se conformem!

Nas fotos, essas mulheres são estatuas...Coisas que gostaria de ver em museus ou em praças publicas. Não há nada de feio ou obsceno nelas, são apenas obras de arte que não estão cobertas por plumas ou seda (sejam essas obras de artes com peitos fartos ou não, obra de um artífice criador ou não).
Tendo a minha peculiar coleção de videos e fotos pornográficas, me despertou o desejo de mostrar o mundo como eu encaro essas fotos, como eu as analiso...
E no mais, eu não vou dizer que este post é pra maiores de 18 anos pois não acredito nessas censuras arbitrárias...

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Cinema no meio da floresta 8 - A Lula e a Baleia

Filme dirigido por Naum Baumbach, e lançando em 2006, "A Lula e a baleia" mostra, de um peculiar ponto de vista, como ocorre as interações entre pais e filhos, e como é o desenvolvimento dos últimos em sua fase de crescimento. O filme fala sobre a separação de Joan (Laura Linney) e Bernard Berkman (Jeff Deniels), que acaba não sendo só uma mera separação patrimonial, mas também, uma separação entre os seus filhos, Walt (Jesse Eisenberg) e Frank (Owen Kleine). Os dois filhos do casal estão em diferentes estágios de crescimento, estágios até correlatos. Walt, ainda está na busca de sua identidade, estando á sombra de seu pai, e Frank, começa a sua vida sexual muito precocemente... Por ter mais me identificado com o primeiro, irei falar dele com mais afinco. 

sábado, 25 de janeiro de 2014

O deus da lagoa verde - ciência e religião

Minha atual concepção sobre ciência e religião é fruto de 3 anos vendo sites de defensores do Design Inteligente, vendo canais de Vlogueiros como Pirulla, Clarion, Iuri, acompanhando o blogueiro Eli Vieira, e lendo um pouco a bíblia, Richard Dawkings, Nietzsche, uma biografia de Sartre e um livro verde que falava resumidamente sobre Kuhn e Popper. Longe deste currículo me tornar um Betrand Russel da vida, eu tive vontade de fazer esse post com uma pergunta: "O que separa o cientista do religioso?". Fiz o post também por causa de um personagem de um dos meus livros...Em breve vocês entenderão...

Resposta a pergunta

O cientista e o religioso tendem a ter discursos diferentes, bem como, visões de mundo diferentes. O cientista quer saber, de modo que este saber é baseado apenas em demonstrações e evidencias. O religioso quer acreditar. Vemos, então, reações opostas, ora, um está procurando a objetividade no mundo, quanto o outro, uma cosmovisão universal e metafisica que não é corroborada em evidencias, senão, por premissas anedóticas. Há ainda o "cientista religioso", que, se não tenta usar a ciência como meio para corroborar a existência de seu universo divino cultural-subjetivo que lhe convém, se mostra um cientista "normal", mas que ainda crê em um "designer". Pirulla ainda faz uma distinção interessante, entre fé e religião, sendo a primeira correspondente ao que VOCÊ acredita, e a segunda correspondente ao que os OUTROS querem que você acredite. 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Cronicas de uma sala de aula

Primeiro dia de aula, do primeiro ano do ensino médio duma escola qualquer. Um jovem extravagante, de cabelos longos com cavanhaque cobrindo o queixo, entra na sala de aula e senta na carteira do professor. O volume das conversas paralelas começa a diminuir aos poucos, até que o silencio volta a reinar naquela sala quando aquele jovem dá três suaves batidas em sua mesa. 

"Meu nome é Artur Stinghen Barz" disse ele, "e eu lecionarei para vocês Historia, mas creio que 'Filosofia da História' seja um nome mais fidedigno a matéria a qual vou passar, ou melhor, tentar passar para vocês".
Ele pausa um pouco e continua o seu monologo:

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Cinema no meio da floresta - A abadia de Saint Vitus

Esse post explica o por que das obras de Tarkovsky e Ingmar Bergman não me interessarem.

Nem toda grande obra precisa ter um bom fim...

"O Espelho" de Tarkovsky...Não foi uma história que me envolveu...Mesmo que meu instinto disse-se: "Esse filme tá chato pra caralho, desinteressante, e cada cena só evidencia o marasmo deste filme", eu continuei a ver o filme até o final, esperando ver aquele final que me deixa-se atônito, com um sentimento que tinha valido a pena aquele pequeno sofrimento, aquele masoquismo que é a experiencia de ver filmes que não te empolgam. Mas nem isso a obra tinha...Em vão esperei por esse final que nunca veio. Algo similar veio a ocorrer quando eu vi "Através do Espelho", só, que neste filme, Ingmar Bergman resolveu fazer um final interessante, que deve ter chocado alguns pelo seu viés existencialista, mas mesmo assim, não me fez gostar do filme...



domingo, 8 de dezembro de 2013

Billy the Mountain e o Transtusa espiritual

Olá, castores cibernéticos e crianças adultas. Mais um post sobre musica. Esse post talvez seja diferente dos outros posts que eu escrevi sobre musica (eu o fiz para tal fim), então, aproveitem, meu amiguinhos!

Transtusa Espiritual

Depois que o êxtase, a empolgação, produzidos por um instrumental arrebatadora, começam a se esvair no tédio da tarde, me faço as seguintes perguntas: o que faz alguém não contemplar isso, adorar, e admirar isto? Quais são as causas que tornam alguns incapazes de enxergar a beleza daquela instrumental, ou até mesmo, se deixar viajar por todos aqueles solos, aquele sax, aquela guitarra...Minha resposta não viria na hora, e também, não viria depois de uma audição e outra. Uma resposta surgiu quando jogava FIFA08, uma resposta diferente da concepção de musica que eu tinha até então. Em meu outro post, O problema na Musica, eu falei que a causa seria o "adestramento do individuo pela industria cultural", como também, a indiferença mórbida que as pessoas tem pela música, indiferença que justificaria o fato que muitos ouvem coisas questionáveis para "ouvidos saudáveis".




O pensamento que surgiu, ao jogar aquela merda de jogo que me oferece algum divertimento, foi mais ou menos esse: "não há nenhuma razão, universalizante e coerente, para eu estar jogando isso". Assim como a religião, que é uma questão puramente subjetiva e cultural, considerando que se você nasce numa determinada cultura, muito provavelmente irá seguir a religião desta cultura, com a musica ocorre algo similar. Muito provavelmente, se eu nascesse num gueto, dominado por drogas e prostituição, eu estaria ouvindo rap. Ou se estivesse nascido numa favela, eu estaria ouvindo funk...Mas, o que ocorreu, é que eu me desenvolvi num ambiente saudável, numa família de classe média baixa, nunca gozando de grandes luxos, mas nunca sendo obrigado a trabalhar para ajudar na renda familiar. Neste ambiente saudável, tive contato, desde de cedo, com rock setentista e MPB, só para citar alguns estilos, e isso, obviamente, é o pilar aonde meu gosto musical se desenvolveu. Agora os critérios que uso para definir uma "musica boa", em contraste com a "musica ruim", podem até ter o seu mérito e merecer relevância, mas se eu os considera-se como critérios universalizantes, eu estaria tomando uma posição dogmática. 

No mais, eu cheguei a uma conclusão que muitas pessoas já chegaram, ou que talvez chegarão um dia. O fenômeno da Industria Cultural existe, assim como seus produtos sintéticos que dela são fomentados, todavia, eu não vejo como dar um julgamento de valor para esses produtos sintéticos que não são sejam meramente subjetivos.

Creio q, com este post, encerro as discussões a cerca da musica. Se quiser ver os outros post que eu discuto sobre música, aqui estão os links:

*O problema da música
*Meu pequeno ensaio sobre a música

Obs.: Eu, particularmente, acho que estes dois posts poderiam ser reduzidos em um único post, já que são bem parecidos. Ao que concerne ao "Meu pequeno ensaio sobre a música", eu discorro da necessidade de ter um critério universalizante para julgar a música. Minha nova postura admite que esses critério, por mais interessante que seja, não poderá ser mais do que pura subjetividade. As pessoas buscam fins diferentes para a musica. Alguns querem uma instrumental viajada e outros querem qual quer merda para preencher o vazio de um domingo ensolarado =)

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Cronicas do conhaque com gelo - O vermelho e o Azul. O que é estado?

vermelho e o azul. O que é estado?

Eu creio que socialismo e capitalismo não são duas forças que se repelem, mas duas forças que devem ser fundidas, equilibradas. O capitalismo puro, idealizado pelos liberais mais radicais, não seria um mundo aonde eu gostaria de viver. O socialismo, em sua pratica, falhou miseravelmente. Na Escandinávia, encontramos um certo equilíbrio dessas duas forças, destas duas concepções de mundo. Há uma economia de mercado, mas também existe um estado forte que oferece muitos benefícios para a sua população...Um lugar que acredita que deve haver competição, deve haver uma economia de mercado, mas sem por isso, viver apenas em função do mercado. O estado está ali, tanto para garantir que haja competição, quando para garantir que seu povo seu beneficie com suas politicas publicas.

Von Misses, em "Mentalidade Anti-capitalista", diz que os movimentos sindicais são formados por aquilo que ele chama de "primos ou irmãos invejosos". Estes invejosos são os parentes próximos do empreendedor que herdou ou criou o negocio e o administra. Em outras palavras, para Von Misses, os movimentos sindicais não nascem do descontamento ou da vida fodida e miserável do trabalhador, mas sim, da inveja de seus entes mais próximos ao seu sucesso. Com esta afirmação, Von Misses demonstrar saber tanto sobre movimentos sindicais quanto eu sei falar árabe.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Os contos do italo-uruguaio

Historia baseada em fatos reais (ou não).

Era uma vez um ítalo-uruguaio que viva na cidade de Guaíba, na região metropolitana de Porto Alegre. Ele vivia numa pequena casa, na periferia, e a compartilhava com seus 7 cachorros. 

Certo dia, quando foi para um mercado local, três cachorros o acompanharam. Os cachorros não paravam de molestar o silencio do pacato lugar, latindo para algumas pessoas que passavam, como também, entravam a todo o momento no estabelecimento. Os cachorros dele geralmente não agiam daquela forma, e bem naquele dia, ele não estava muito tolerante, tendo em vista que tinha dormido pouco naquela noite.

Ele, então, chutou um dos seus cachorros, e eles logo pararam de molesta-lo. Quando ele pretendia retornar ao mercado, uma moça, de cabelos castanhos, da mesma faixa etária e altura que o nosso ítalo-uruguaio, veio abruptamente em sua direção com uma feição de raiva e desgosto. 

- O que você vai fazer seu eu te der uma soco na cara? - perguntou ela furiosa.

O Italo-uruguaio, um pouco surpreso, respondera:
- Que jeito estranho de dizer boa tarde...Ah, cadê os meus modos? Boa tarde, senhorita - respondeu ele com um sotaque peculiar.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Cronicas do Conhaque com Gelo 5 - O lenhador estrábico e a pequena montanha de stoner metal

O lenhador estrábico

No pé de um morro, próximo a uma floresta de pinheiros, vivia um historiador aposentado que passava as suas tardes cortando lenha ou andando pelos bosques. Certo dia, numa manhã de outono, ele foi visitado por dois Testemunhos de Jeová que estavam distribuindo panfletos de propaganda religiosos. No decorrer da pequena discussão que o historiador e os religiosos tiveram, o historiador havia dito aos crentes que o interrogavam sobre sua descrença: "Eu estou inclinado a considerar que a verdade absoluta que vocês querem impor ao mundo, não passa na verdade de uma das muitas interpretadões que existem da verdade, e esta verdade não se diferencia muito dos outros mitos que já foram disseminados no mundo, mas mesmo assim, é estranho pensar que há muitas pessoas que se ofendem e até vêem com desdem a possibilidade de ser um mito como os outros. Eu poderia tentar convencer vocês disso, todavia, você já fizeram uma escolha, a escolha de considerar seus dogmas como acima de qual quer coisa e vê-los como verdades literais; e eu, por outro lado, optei em observar esses mitos como uma forma que vários grupos de pessoas encontraram para dar algum sentido a existência, eximindo-a da ausência de proposito, que a priori, o mundo tem".

Se eu fosse uma filosofia...

...eu teria tais preceitos (que não se importam em serem originais ou não, e nem se importam se são coerentes ou não):

1 - As primeiras impressões não são tão negativas quanto possam parecer. Na verdade, sem os pré-conceitos, daríamos um passo maior que a perna no que se refere ao conhecimento sobre o mundo. Como poderíamos pensar sobre arvores, sobre cidades, prédios, sem desenvolver, antes, conceitos primitivos sobre os mesmos? Aliás, existe algo que precede o conceito, propriamente dito? Lembre-se, estamos falando de pré-conceito, algo que precede o conceito.