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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Cronicas do conhaque com gelo - O vermelho e o Azul. O que é estado?

vermelho e o azul. O que é estado?

Eu creio que socialismo e capitalismo não são duas forças que se repelem, mas duas forças que devem ser fundidas, equilibradas. O capitalismo puro, idealizado pelos liberais mais radicais, não seria um mundo aonde eu gostaria de viver. O socialismo, em sua pratica, falhou miseravelmente. Na Escandinávia, encontramos um certo equilíbrio dessas duas forças, destas duas concepções de mundo. Há uma economia de mercado, mas também existe um estado forte que oferece muitos benefícios para a sua população...Um lugar que acredita que deve haver competição, deve haver uma economia de mercado, mas sem por isso, viver apenas em função do mercado. O estado está ali, tanto para garantir que haja competição, quando para garantir que seu povo seu beneficie com suas politicas publicas.

Von Misses, em "Mentalidade Anti-capitalista", diz que os movimentos sindicais são formados por aquilo que ele chama de "primos ou irmãos invejosos". Estes invejosos são os parentes próximos do empreendedor que herdou ou criou o negocio e o administra. Em outras palavras, para Von Misses, os movimentos sindicais não nascem do descontamento ou da vida fodida e miserável do trabalhador, mas sim, da inveja de seus entes mais próximos ao seu sucesso. Com esta afirmação, Von Misses demonstrar saber tanto sobre movimentos sindicais quanto eu sei falar árabe.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Cronicas do Conhaque com Gelo 5 - O lenhador estrábico e a pequena montanha de stoner metal

O lenhador estrábico

No pé de um morro, próximo a uma floresta de pinheiros, vivia um historiador aposentado que passava as suas tardes cortando lenha ou andando pelos bosques. Certo dia, numa manhã de outono, ele foi visitado por dois Testemunhos de Jeová que estavam distribuindo panfletos de propaganda religiosos. No decorrer da pequena discussão que o historiador e os religiosos tiveram, o historiador havia dito aos crentes que o interrogavam sobre sua descrença: "Eu estou inclinado a considerar que a verdade absoluta que vocês querem impor ao mundo, não passa na verdade de uma das muitas interpretadões que existem da verdade, e esta verdade não se diferencia muito dos outros mitos que já foram disseminados no mundo, mas mesmo assim, é estranho pensar que há muitas pessoas que se ofendem e até vêem com desdem a possibilidade de ser um mito como os outros. Eu poderia tentar convencer vocês disso, todavia, você já fizeram uma escolha, a escolha de considerar seus dogmas como acima de qual quer coisa e vê-los como verdades literais; e eu, por outro lado, optei em observar esses mitos como uma forma que vários grupos de pessoas encontraram para dar algum sentido a existência, eximindo-a da ausência de proposito, que a priori, o mundo tem".

sábado, 14 de setembro de 2013

Cronicas do conhaque com gelo 4 - O rock é uma arvore

RoCk é uma arvore

Costuma-se usar adjetivos para definir o que o homem ocidental chamou de Rock and Roll, todavia, eu me utilizo de um conceito que pode melhor defini-lo: Árvore.
Os nórdicos e germânicos tinham a sua Ygdrassil, Descartes falava de uma árvore metafórica para falar que o mundo físico é baseado em raízes metafisicas, e o rock, por sua vez, também poder ser visto como uma arvore, quase como uma arvore evolutiva, com seus respectivos subgêneros em cada um dos galhos. O rock é cheia de ramificações, tendo como raízes, o blues.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Cronicas do conhaque com gelo 3 - O espirito Materialista

Demorou pelo menos 3 dias para descobrir que tinha morrido. Mais uma daquelas malditas festas...Todos nela tiveram diferentes complicações, que iam desde de coma alcoólico até ressacas cruéis, mas eu tinha sido o felizardo que morreu de infarto numa banheira com duas vadias. Em meu funeral, disseram que agora que a fortuna tinha me acometido eu poderia descansar em paz e estaria num lugar melhor agora, todavia eu continuava no mundo dos homens, perdido com eles, se confundido com eles, mas não podendo, num entanto, interagir com eles, não que, em vida, eu interagisse com o mundo e os seres que nele habitam com grande entusiasmo.

sábado, 25 de maio de 2013

Cronicas do Conhaque com gelo 2 - Existe finalidade e devir nas ruinas?

Eu, um típico materialista de fundo de quintal, vivia tranquilo com as minhas convicções pós-modernas, mas  numa tarde de outono, eu tive a infeliz oportunidade de conhecer, neste vasto universo virtual, homens que ousam acusar os evolucionistas de "fundamentalistas reacionários". É estranho ouvir essas acusações, mais estranho ainda são os que insinuam essas acusações. Há uma peculiar inversão de valores neste caso, aonde os reacionários (os fundamentalistas cristãos), acusam e condenam todos os seres que compactuam com os princípios pós-modernos e naturalistas de serem fundamentalistas e déspotas. Dizem então, que o naturalismo é uma "crença", ou um conjunto de crenças que se convergem num mesmo concurso de equívocos científico-filosóficos.

Proseletistas orgulhosos que tem aversão ao laicismo, homens de terno alegando que o homossexualismo é uma doença, é esse tipo de coisa que surge na nossa mente quando alguém pronuncia a palavra "reacionário". Não me vem a minha mente a imagem de um físico, ateu, sempre focado em seus trabalhos científicos, como um reacionário. Muito pelo contrário.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Cronicas do conhaque com gelo 1 - As pernas flamejantes da cerveja

Inauguro este seguinte trabalho afim que este seja um retrato da minha época, um retrato compreendido e interpretado por mim. É muito provável que eu esteja lendo este artigo, nesse exato momento, há uns 20 anos no futuro, ou menos, e eu esteja pensando: "Caralho, como eu era burro nessa época". O meu "eu" do futuro, terá, talvez, a mesma reação que tive ao ler uns textos e cronicas que escrevi quando tinha 15. É bem verdade que, as cronicas que escrevi aos 18 também são extremamente questionáveis ao que diz respeito a sua qualidade. Se alguém tivesse o desprazer de lê-los, provavelmente pensaria que por de trás daquelas palavras amargas que abusavam de um pessimismo e de uma melancolia ridícula, residia um ser alienado, triste, melancólico, que não havia se realizado na sua vida. É verdade que, desde que completei duas décadas de vida, não tive o que podemos chamar de vida feliz, mas acho que minhas lamúrias não mereciam um caderno inteiro e que minha vida não é tão ruim assim, na verdade, é um ócio conveniente, mas a solidão, a falta de amigos e experiências que gostaria de ter são onerosos estorvos que me acometem naquelas madrugadas de segunda-feira.