sexta-feira, 20 de junho de 2014

Pornografia - as esculturas de Mármore II

Continuação desta maravilhosa série que move montanhas que não existem...Essa série tem como objetivo, único e exclusivamente, abordar minha interpretação pessoal sobre a arte erótico pornográfica...Mesmo que a contemplação das curvas seja um universo subjetivo, eu ainda me arrisco a colocar aqui alguns critérios que uso para julgar as fotos em si: Perspectiva, posição, e criatividade. 
As vezes, um ensaio pode ser fodisticamente fodástico aos olhos do esteta quando não são satisfaz os 3 critérios anteriormente expostos...Não é raro ver ensaios em que a perspectiva é "previsível", não tem aquela variedade de posições, mas a modelo nos deixa hipnotizados por ser simplesmente o que é...

No mais, vocês sabem como são as regras...Post proibido para maiores de 80 anos, para estatuas de cera, e para gnomos da Private. 

terça-feira, 10 de junho de 2014

O homem branco e o andarilho - uma tentativa de provérbio

De uma forma ou outra, eu dedico esse pequeno provérbio ao monstro do sebo escuro, e para os guardiões invisíveis da praça improvisada. 

Era uma vez um andarilho que tinha se sentado aos pés de um salgueiro, um salgueiro que vivia nestes terrenos de grama cortada e arvores esparsas. 
Ele ficou ali por uns 20 minutos, contemplando o cantar dos pássaros e as folhas do salgueiro, que como plateia silenciosa, o admiravam sem dizer uma palavra. Toda aquela doce atmosfera, tão doce quanto o mel, tinha se diluído no corpo de um homem caucasiano de meia idade, que se aproximou do andarilho e disse: "Quem és tu, o que fazes aqui?"
- Meu nome não é importante. O que é importante saber, neste momento, é que eu sou um homem simples, que tem o sol e a sombra como platéia de sua solidão, assim como meus olhos e membros que já sentiram mil experiencias e mil frustrações - respondeu o andarilho.
- Olha, amigo...Nós não gostamos de gente como você...Peço que se retire - disse o homem branco, que, de tão sulista e de tão branco não conseguia expressar a verdadeira hostilidade que sentia por aquele jovem rapaz de cabelos longos e vestes extravagantes.
- Se anseias que eu me retire, para daqui nunca retornar, comece por estas arvores cortar. Feito isso, cubra o solo de brita e cimento, e diga para outros homens brancos a fazer o mesmo experimento. Em dez anos, vossos filhos não terão um ar para respirar, ou uma sombra para descansar. Os dias de sol serão tenebrosos e os de chuva serão ainda piores. O solo se alimentará de chuva ácida e as plantações serão queimadas por mil sóis. Mas, se isto te serve de consolo, nunca terás que se preocupar comigo se fizer o que anteriormente disse. 
O andarilho se levantou, e sem mais nenhuma palavra, desapareceu no horizonte para nunca mais retornar. O homem, demasiado branco, e agora, menos sulista, fitou o salgueiro atônito. As palavras do andarilho tinha se aprisionado em sua mente, torturando-o.
Dois dias depois, o homem branco não cortou as arvores, mas cercou o terreno com arame. 

sábado, 31 de maio de 2014

A cabana na floresta e a sala escura

Morrerei feliz quando minha vida se converter em um "Wish you were here", ou até em um "Sad Song". As palavras que escrevo são tão efêmeras como a chuva que quer entrar em meu quarto. Não escrevi essas palavras no face, pois acreditava que precisava de letras brancas em destaque em um plano azul escuro. 

Feliz serei eu quando meus concidadãos, de todos os reinos mesopotâmicos, estiverem em sintonia com uma loucura universal? Se isso acontecer, os professores terão que se inclinar ao ludismo e ao discurso contemplado de palavras confusas com fins apocalípticos? A luz branca já não dominava nossos ossos, não falávamos nada a não ser de arvores libertinas e raposas, e assim, o bardo irlandês podê sair da escuridão, onde residia nos tempos em que as pessoas falavam de index e celulares. 



Desejo ao meu futuro, ser uma casa na beira da estrada, um pai com músicas para conversar com a filha e sinfonias para transar com uma mulher. Queria ter contato com o druida do sebo escuro, e já não faço questão de ver o barão de Marchenbach, que me ofereceu 2 anos de fogueira e mil frustrações. As arbitrariedades e sua levianidade agora correm no mesmo rio onde ele foi criado, que continua a infestar o passado com lembranças azuis e amarelas. O dia em que o transtusa espiritual se tornar o expresso psicodélico, que tanto clamam os bardos do futuro, viveremos nas sombras do Quiriri...

Ninguem mais tem olhos e galhos para alimentar o monstro do pedantismo, e todos estão no gramado a cantar e festejar. A overdose musical acabou, esse texto acabou, e desejo que Annie Blue encontre boas batatas...


segunda-feira, 7 de abril de 2014

O primeiro album do Black Sabbath

Tomo a liberdade de postar uma postagem que comecei a escrever em Agosto de 2012, e que, só agora, finalizei. Minha demora para postar não foi a falta de tempo...Foi uma fodida procrastinação que permeia todos os abismos de minha mente.
Se preparem, pois o post é longo...

Para proporcioná-los uma experiencia peculiar, ao ler este post, eu sugiro o seguinte:

1. Ao começar a ler o terceiro paragrafo[3], coloque pra tocar a faixa Black Sabbath. 
2. Só comece a ler o quinto parágrafo [5] depois do término da faixa "Black Sabbath". Feito isso, escute a Wizard. 
3. Só comece a ler o sexto parágrafo[6] após o termino da musica anterior e assim por diante.

Se preferirem, podem baixar o album neste link, e colocar o álbum pra tocar enquanto leem este post.



quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Pornografia - as esculturas de marmore

Antes de representar imagens que servem de exaltação ao onanismo, eu vejo algo a mais na pornografia, ou melhor, na arte erótica e pornográfica. Não estou falando necessariamente de videos pornográfios, mas a fotografia que visa representar este mundo que é submetido a censura pela pouca moralidade e pudor que ainda nos resta. Este universo que serve para representar e eternizar corpos esculturais ou o coito no seu ápcie. Se as mulheres ficam reféns da coisificação, isso não tenho duvida, mas o que não se torna coisa em nosso mundo? O homem também é transmutado em objeto neste mundo em que vivemos, e por isso, com alguma educação, peço que as mulheres parem de tentar arrogar o titulo de objeto apenas para si mesmas, como se a coisificação fosse algo que lhes fosse próprio. Todos somos objetos, se conformem!

Nas fotos, essas mulheres são estatuas...Coisas que gostaria de ver em museus ou em praças publicas. Não há nada de feio ou obsceno nelas, são apenas obras de arte que não estão cobertas por plumas ou seda (sejam essas obras de artes com peitos fartos ou não, obra de um artífice criador ou não).
Tendo a minha peculiar coleção de videos e fotos pornográficas, me despertou o desejo de mostrar o mundo como eu encaro essas fotos, como eu as analiso...
E no mais, eu não vou dizer que este post é pra maiores de 18 anos pois não acredito nessas censuras arbitrárias...

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Cinema no meio da floresta 8 - A Lula e a Baleia

Filme dirigido por Naum Baumbach, e lançando em 2006, "A Lula e a baleia" mostra, de um peculiar ponto de vista, como ocorre as interações entre pais e filhos, e como é o desenvolvimento dos últimos em sua fase de crescimento. O filme fala sobre a separação de Joan (Laura Linney) e Bernard Berkman (Jeff Deniels), que acaba não sendo só uma mera separação patrimonial, mas também, uma separação entre os seus filhos, Walt (Jesse Eisenberg) e Frank (Owen Kleine). Os dois filhos do casal estão em diferentes estágios de crescimento, estágios até correlatos. Walt, ainda está na busca de sua identidade, estando á sombra de seu pai, e Frank, começa a sua vida sexual muito precocemente... Por ter mais me identificado com o primeiro, irei falar dele com mais afinco. 

sábado, 25 de janeiro de 2014

O deus da lagoa verde - ciência e religião

Minha atual concepção sobre ciência e religião é fruto de 3 anos vendo sites de defensores do Design Inteligente, vendo canais de Vlogueiros como Pirulla, Clarion, Iuri, acompanhando o blogueiro Eli Vieira, e lendo um pouco a bíblia, Richard Dawkings, Nietzsche, uma biografia de Sartre e um livro verde que falava resumidamente sobre Kuhn e Popper. Longe deste currículo me tornar um Betrand Russel da vida, eu tive vontade de fazer esse post com uma pergunta: "O que separa o cientista do religioso?". Fiz o post também por causa de um personagem de um dos meus livros...Em breve vocês entenderão...

Resposta a pergunta

O cientista e o religioso tendem a ter discursos diferentes, bem como, visões de mundo diferentes. O cientista quer saber, de modo que este saber é baseado apenas em demonstrações e evidencias. O religioso quer acreditar. Vemos, então, reações opostas, ora, um está procurando a objetividade no mundo, quanto o outro, uma cosmovisão universal e metafisica que não é corroborada em evidencias, senão, por premissas anedóticas. Há ainda o "cientista religioso", que, se não tenta usar a ciência como meio para corroborar a existência de seu universo divino cultural-subjetivo que lhe convém, se mostra um cientista "normal", mas que ainda crê em um "designer". Pirulla ainda faz uma distinção interessante, entre fé e religião, sendo a primeira correspondente ao que VOCÊ acredita, e a segunda correspondente ao que os OUTROS querem que você acredite. 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Cronicas de uma sala de aula

Primeiro dia de aula, do primeiro ano do ensino médio duma escola qualquer. Um jovem extravagante, de cabelos longos com cavanhaque cobrindo o queixo, entra na sala de aula e senta na carteira do professor. O volume das conversas paralelas começa a diminuir aos poucos, até que o silencio volta a reinar naquela sala quando aquele jovem dá três suaves batidas em sua mesa. 

"Meu nome é Artur Stinghen Barz" disse ele, "e eu lecionarei para vocês Historia, mas creio que 'Filosofia da História' seja um nome mais fidedigno a matéria a qual vou passar, ou melhor, tentar passar para vocês".
Ele pausa um pouco e continua o seu monologo:

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Cinema no meio da floresta - A abadia de Saint Vitus

Esse post explica o por que das obras de Tarkovsky e Ingmar Bergman não me interessarem.

Nem toda grande obra precisa ter um bom fim...

"O Espelho" de Tarkovsky...Não foi uma história que me envolveu...Mesmo que meu instinto disse-se: "Esse filme tá chato pra caralho, desinteressante, e cada cena só evidencia o marasmo deste filme", eu continuei a ver o filme até o final, esperando ver aquele final que me deixa-se atônito, com um sentimento que tinha valido a pena aquele pequeno sofrimento, aquele masoquismo que é a experiencia de ver filmes que não te empolgam. Mas nem isso a obra tinha...Em vão esperei por esse final que nunca veio. Algo similar veio a ocorrer quando eu vi "Através do Espelho", só, que neste filme, Ingmar Bergman resolveu fazer um final interessante, que deve ter chocado alguns pelo seu viés existencialista, mas mesmo assim, não me fez gostar do filme...



domingo, 8 de dezembro de 2013

Billy the Mountain e o Transtusa espiritual

Olá, castores cibernéticos e crianças adultas. Mais um post sobre musica. Esse post talvez seja diferente dos outros posts que eu escrevi sobre musica (eu o fiz para tal fim), então, aproveitem, meu amiguinhos!

Transtusa Espiritual

Depois que o êxtase, a empolgação, produzidos por um instrumental arrebatadora, começam a se esvair no tédio da tarde, me faço as seguintes perguntas: o que faz alguém não contemplar isso, adorar, e admirar isto? Quais são as causas que tornam alguns incapazes de enxergar a beleza daquela instrumental, ou até mesmo, se deixar viajar por todos aqueles solos, aquele sax, aquela guitarra...Minha resposta não viria na hora, e também, não viria depois de uma audição e outra. Uma resposta surgiu quando jogava FIFA08, uma resposta diferente da concepção de musica que eu tinha até então. Em meu outro post, O problema na Musica, eu falei que a causa seria o "adestramento do individuo pela industria cultural", como também, a indiferença mórbida que as pessoas tem pela música, indiferença que justificaria o fato que muitos ouvem coisas questionáveis para "ouvidos saudáveis".




O pensamento que surgiu, ao jogar aquela merda de jogo que me oferece algum divertimento, foi mais ou menos esse: "não há nenhuma razão, universalizante e coerente, para eu estar jogando isso". Assim como a religião, que é uma questão puramente subjetiva e cultural, considerando que se você nasce numa determinada cultura, muito provavelmente irá seguir a religião desta cultura, com a musica ocorre algo similar. Muito provavelmente, se eu nascesse num gueto, dominado por drogas e prostituição, eu estaria ouvindo rap. Ou se estivesse nascido numa favela, eu estaria ouvindo funk...Mas, o que ocorreu, é que eu me desenvolvi num ambiente saudável, numa família de classe média baixa, nunca gozando de grandes luxos, mas nunca sendo obrigado a trabalhar para ajudar na renda familiar. Neste ambiente saudável, tive contato, desde de cedo, com rock setentista e MPB, só para citar alguns estilos, e isso, obviamente, é o pilar aonde meu gosto musical se desenvolveu. Agora os critérios que uso para definir uma "musica boa", em contraste com a "musica ruim", podem até ter o seu mérito e merecer relevância, mas se eu os considera-se como critérios universalizantes, eu estaria tomando uma posição dogmática. 

No mais, eu cheguei a uma conclusão que muitas pessoas já chegaram, ou que talvez chegarão um dia. O fenômeno da Industria Cultural existe, assim como seus produtos sintéticos que dela são fomentados, todavia, eu não vejo como dar um julgamento de valor para esses produtos sintéticos que não são sejam meramente subjetivos.

Creio q, com este post, encerro as discussões a cerca da musica. Se quiser ver os outros post que eu discuto sobre música, aqui estão os links:

*O problema da música
*Meu pequeno ensaio sobre a música

Obs.: Eu, particularmente, acho que estes dois posts poderiam ser reduzidos em um único post, já que são bem parecidos. Ao que concerne ao "Meu pequeno ensaio sobre a música", eu discorro da necessidade de ter um critério universalizante para julgar a música. Minha nova postura admite que esses critério, por mais interessante que seja, não poderá ser mais do que pura subjetividade. As pessoas buscam fins diferentes para a musica. Alguns querem uma instrumental viajada e outros querem qual quer merda para preencher o vazio de um domingo ensolarado =)