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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Quarta Surreal - Saucerful of Secrets

Mais uma quarta feira surreal postada na sexta-feira...

Como na primeira Quarta Surreal, que eu falei de duas musicas estavam dividas em dois momentos, em duas partes, a musica que vos apresento também é assim.


Na primeira parte dessa musica, esta musica vai caminhando para o caos, para o desastre. A erupção que devasta a terra, violenta as plantações de trigo e feijão. A chuva de magma, os raios de cinzas, acometem o planeta em chamas. Tudo conspira para o belo desfecho da humanidade.

Na segunda parte, se pode ouvir os mortos fazendo o seu requiem. Adentramos ao mundo depois da grande tempestade, do grande caos. Um novo começo que se ergue diante dos destroços, cadaveres e do magma solidificado. Os mortos cantam enquanto os unicos vivos não desejavam estar vivos. Que paz e que sossego...

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Quarta surreal - At dawn they sleep e Crypts of eternity

 Depois de muito tempo acometido pelo desanimo, decido ouvir o Hell Awaits que tem duas musicas muito importantes para mim. Lembro que, nos tempos em que eu conseguia se concentrar nas musicas que eu ouvia, eu simplesmente era levado para as profundezas do inferno com as musicas que irei compartilhar com vocês agora, meus caros anonimos seres que espreitam pelas padarias virtuais. 

At dawn they sleep

"The last thing what you´ll see is the hunger in my eyes"

Não me lembro muito bem da reação que eu tive ao ouvir essa musica pela primeira vez, só sei que eu fiquei boqueaberto. Devo ter pensando algo do tipo: caralho, essa musica é morbida pra cacete! 
 Não era como o thrash metal que eu estava acostumado a ouvir: rapido, simples e direto. Era musica lenta, muito morbida, e que criava uma atmosfera totalmente obscura e satanica. 
A primeira coisa q veio a minha mente foi a imagem de um monte de pessoas acorentadas descendo por um corredor até o abismo preenchido por rios de lava e sangue. A introdução e o riff principal lembram uma escada, uma descida ao desconhecido e ao obscuro. Vejo chamas e escuridão. Dos 3 minutos em diante, a atmosfera da musica muda para revelar o seu apcie. Então, aos 4:18 nos deparamos com este orgasmo patologico e doentio: conhecemos o riff que nos leva as profundezas da mente insana desta musica. Eu vejo corpos de indigentes e hereges sendo mutilados sem dó e piedade por um demonio. Dá pra compreender isto? Acredito que não, mas o mundo que eu criei inspirado por essa musica é extremamente desagradavel, o q me proporcionou uma experiencia no minimo interessante. Se você ouvir as tres primeiras musicas do Slayer, eu garanto que a loucura irá acomete-lo. Não tenho duvida disso! As duas musicas que antecedem essa, mantem o carater morbido e fascinante deste album.


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Svartesmeden og Lundamyrstrollet - Quarta Surreal

Eu estava inspirado, então, viz essa quarta surreal na sexta mesmo...
Eis aqui a minha interpretação sobre essa grande musica!






O ferreiro e o troll de Lundamyr

 Numa cidade viking, nas margens de um fiorde noruegues, a maioria dos homens do vilarejo, partem com seus barcos para irem lutar em terras distantes. Os trolls, então, aproveitam a chance para citiar e dominar a cidade, levando escravos consigo. Os poucos que conseguem fugir do saque dos trolls, organizam a resistencia para retomar a cidade. O pequeno exército insurgente, no caso, é constituido por mulheres e adolescentes, alem de alguns poucos homens liderados por um ferreiro que, ja tendo lutado em algumas batalhas, usa sua experiencia em combate para treiná-los. Depois de um mês de preparativos, eles decidem atacar o vilarejo dominado pelos trolls, e assim reconquistar a cidade. Eles atacam pelo cair da noite, surpreendendo os trolls, forçando-os a se retirar do vilarejo. Com a reconquista da cidade, os prisioneiros que são libertados logo se juntam ao exército de resistencia, tendo em mente que outro ataque troll seria iminente. Nesse meio tempo, o ferreiro e o carpinteiro do vilarejo trabalharam em dobro em prol dos esforços de guerra, conveccionando espadas, arcos e flechas, e armadruas. O ferreiro também treinava o seu exército improvisado o quanto podia, ajudando também nas barricadas feitas para repelir os Trolls.

 Um Drakkar...

Depois de dois dias de preparativos, os trolls finalmente atacam, todavia, com uma força muito maior do que no primeiro ataque. Graças as armadilhas, emboscadas e pela inteligente estratégia elaborada pelo ferreiro, os vikings conseguem fazer os trolls recuarem até a floresta de onde vieram. Mesmo com a vitória, mais da metade daqueles que lutaram na batalha pereceram, o que preocupou o ferreiro que logo convocou uma reunião com todos do vilarejo que tinham restado para decidir o que fariam: continuar resistindo até os soldados retornarem de batalha, ou sair da cidade, procurando abrigo em outra, e eventualmente, fazendo uma aliança militar contra os trolls. Eles sabiam que não resistiriam muito tempo ao cerco empreendido pelos trolls, e já estava faltando comida na cidade. A segunda alternativa era a mais razoavel, todavia, a outra cidade ficava muito distante e eles teriam que cruzar um território dominado pelos trolls, ou seja, eles poderiam ser exterminados no caminho.


Eles então preferem arriscar a segunda alternativa, deixando a cidade dois dias depois da batalha. Mulheres, crianças, e idosos, marcham por aquele trecho perigoso, levando consigo apenas o que conseguisem carregar. No segundo dia de caminhada, eles são surpreendidos por uma emboscada, onde quase todos os soldados remanescntes da batalha que ocorrera 4 dias atrás, são mortos ou levados como prisioneiros. O ferreiro tenta fugir com sua filha, até um rio ali perto. Porem, ele se vê diante de um troll, que tenta intercepta-lo. Ele o esfaqueia com a espada, e continua fugindo até que tem que lutar com outro troll que corre em sua direção. A luta é veroz, porem, o ferreiro é vencido. O troll finca sua espada em sua barriga, e chama o resto do batalhão para comemorar a morte do lider da resistencia. Sua esposa corre até seu corpo, mas é impedida por um troll que a agarra. Sua mulher, histérica, gritava de tanta tristeza e se depatia nos braços do troll. A comemoração dos trolls é interrompida por uma coisa que eles mau conseguiam acreditar: o espirito de Gunnar estava subindo lento e vagarosamente para o alto. Todos ali pararam as pirraças, as humilhações aos derrotados e apenas assitiam aquilo admirados. Se a cena não fosse impressionante o bastante,  ao chegar numa certa altura do solo, o espirito do ferreiro é visto sendo levado pelas Valquirias até os portões de Valhalla. Os trolls, perplexos, deixam as armas cairem no chão, surpreendidos. Então, todos os Trolls ficam de joelhos ao homem que foi aceito por Odin em Asgard.

O peculiar acontecimento foi o suficiente para convencer o chefe dos Trolls a fazer um funeral digno da honra do homem que tinham acabado de matar. No dia seguinte, eles o cremam num barco, e neste mesmo dia, os guerreiros do vilarejo voltaram da batalha e se depararam com uma cena curiosa: os trolls fazendo um pacto de não-agressão com o vilarejo, como também, um pacto de colaboração em tempos de guerra. O fato de ter um navio em chamas também chamou bastante atenção deles, até que um dos guerreiros perguntou: "Quem foi o homem que foi pra Valhalla?". Um dos Trolls respondera: "Aquele que uniu os trolls aos homens, o homem que mostrou que há um guerreiro dentro de cada mulher e de cada criança. Seu espirito já foi aceito pelos deuses, basta a nós apenas dar um funeral digno".

Cronologia de eventos:

0:30 - Algumas esposas do vilarejo insistem aos seus maridos a não irem lutar, pois tinham um mal presentimento que algo ruim iria acontecer...Eles são irredutiveis e não a dão ouvidos.
0:57 - Ultimos preparativos para a embarcarem no Drakkar que os espera.
1:30 - Muitos homens do vilarejo partem de Lundamyr pela manhã, para se reunir com outros clãs aliados numa guerra no sul.
1:47 - Ataque supressa dos Trolls á cidade 12 horas depois que os guerreiros do vilarejo partiram. 
2:00 - Fuga dos sobreviventes liderados pelo ferreiro Gunnar Balstrom. 
2:26 - Os trolls são surpreendidos pelo exército composto por adolescentes e mulheres de Gunnar, e batem em retirada. 
2:40 - Preparativos para um ataque troll iminente. Armadilhas são feitas ao longo da floresta, estacas de madeiras são colocadas ao longo dos limites da pequena cidade. 
2:50 - Os trolls tentam retomar a cidade, mas sem êxito. Houve muitas perdas para ambos os lados. 
3:17 - Final da batalha e os sobreviventes do vilarejo se reunem para decidir se continuam resistindo as constante pilhagens empreendidas pelos trolls, ou caminham pela perigosa floresta que os separa por milhas de cidades de tribos aliadas. 
3:43 - Inicio da longa marcha pela floresta.
4:10 - Eles começam a andar por um trecho bem perigoso da floresta, e Gunnar começa a disconfiar que algo irá acontecer...
4:48 - Emboscada dos Trolls. Uma luta violenta toma conta daquela parte da floresta. 
6:00 - Gunnar é morto. 
6:31 - O espirito de Gunnar começa a levitar no ar.
7:07 - As valquirias começam a leva-lo para a Valhala. Os trolls e os sobreviventes do vilarejos ficam hipnotizados sem acreditar no que vêem.
7:53 - Os trolls, demonstrando respeito pelo morto, carregam seu corpo até o vilarejo e constroem um barco para ele.
8:20 - No dia depois de sua morte, ocorre o seu funeral no fiorde de Lundamyr. 
8:30 - De longe, os drakkars surgiam no horizonte. Os guerreiros estavam voltando para casa, e admirados, vêem aquele barco em chamas há algumas centenas de metros do vilarejo.


 

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Quarta surreal - Black Horsemen

Eis aqui o epilogo do segundo album do King Diamond: Abigail!

Depois de todas as desventuras sombrias e macabras que acompanham Miriam e Jonathan La Fey por todo o album, King Diamond apenas diz: "A historia acabou e é hora de dizer boa noite".
É quase como se agente descobrisse que tudo isso não passasse de uma história de ninar, em que nós, ouvintes, fomos, esse tempo todo, a infelizarda criança que ouviu toda essa história amaldiçoada e maldita, uma história que saiu de uma pai doentio e sádico.


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Quarta Surreal - Perennial quest

A utlima musica do Symbolic! Perennial quest, como grande epilogo deste album, tinha a tarefa de se igular as musicas que o precederam de uma forma sublime...Schuldiner então compos o epilogo que só ajudou a melhorar a reputação do album. Enfim, vamos falar da musica isoladamente e as impressões que tirei dela...


A principio, são 8 epicos minutos...O que ja significa alguma coisa...A musica expressa muito sentimento e nos encanta com vossa beleza, mas, mais do que isso, creio que conte também uma história. É uma musica que fala de uma jornada eterna realizada por agentes mortais. "Mesmo que não irei viver o suficiente para ver os efeitos de todos os meus trabalhos e realizações, meus antecessores poderão vislumbrar o porvir que criei"...Eis a idéia que a musica quer expressar? Pois bem, em um mundo efemero, o homem se apega a coisas transcendentais e eternas (deste apego que nasce a metafisica?); e um trabalho realizado primeiramente por um ou vários homens se estenderá por séculos e milênios...
A jornada perene seria a jornada pelo conhecimento? "Abdique das vis volições e instintos que o prendem a ignorancia e os preconceitos, e pavimente seu caminho numa estrada eterna"...Essa máxima citada anteriormente me parece muito influenciada pelo ideal ascético, já discutido anteriormente aqui.
Talvez a musica fale dos caminhos árduos que as pessoas devem percorrer quando negam valores que muitos não ousam questionar ou meditar. Riffs que lembram uma escalada em montanhas severas, peregrinações em desertos de gelo e areia...Esta musica está recheada de desafios e obstaculos a serem superados. Parece também interpretar conflitos internos...Estamos dentro da mente daquele que tem que lutar contra si mesmo e o mundo em prol de uma pretensa jornada perene? No final da musica, ao que me parece, quando apenas dá para se ouvir o arpeggio, o noviço que agora se tornou um velho moribundo, se despede do mundo e confia aos filhos a tarefa de continuar com a jornada perene.
Mas ainda me pergunto, o que seria essa jornada perene? 

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Quarta surreal - Paco de Lucia

Depois de tanto tempo sem postar uma quarta surreal, decidi fazer uma quarta diferente...Nesta quarta surreal vos apresento um icone da musica flamenga e latina: Paco de Lucia!
Que me impressionou em Paco de Lucia foi sua tecnica e virtuosismo incriveis...
Nesta musica, em especial, ele faz um dueto, com o não menos talentoso, Al DiMeola. Acredito, também, que poderiam fazer uma versão desta musica com uma bateria com pedal duplo...Parece insensato, mas essa idéia não me é tão absurda...Enfim, aproveitem meus caros anonimos virtuais!


Bonus: La Barrosa

Fascinante essa musica é esses espanhois tentando acompanhar os solos de paco...


quarta-feira, 11 de abril de 2012

Quarta Surreal - Tverd

Apresento a vocês, hoje, nesta querida quarta-feira surreal (que deveria ser um quadro semanal, mas não é) falarei sobre duas musicas, uma inseparavel da outra. Duas belas irmãs criadas pela banda russa de Pagan Metal, Pagan Reign.

TVERD - VRAG U VOROT

Uma timida flauta é um suave e monumental prelúdio para o que promete vir. Os instrumentos folclores possuem uma significativa importancia no conjunto da obra, enriquecendo a musica de tal maneira que nos surpreende a naturalidade que ela se funde aos riffs emanados da distorção das guitarras. A intrumental da obra é impressionante, a esturutura da musica também. Não é do tipo de musica que tem apenas 2 riffs que se repetem o tempo todo...Há muito riffs, tantos que a impressão que dá é que a musica é como uma longa caminhada entre bosques e montanhas. Depois desta caminhada, chegamos a grande cidade fortificada no Tverd, aonde somos bem recebido com comida, bebida e festa. A musica até os 4 minutos foi uma viagem cansativa, é o momento de descansarmos e bebermos um pouco enquanto vemos os cidadãos de Tverd dançando e se divertindo. Até que são avisados de uma batalha iminente, assim a musica volta a ter ao seu ritimo de antes e o povo começa a se mobilizar, como os guerreiros a pegar as suas armas para proteger a cidade.


TVERD - POSLEDNAYA BITVA

A grande batalha então ocorre contra um inimigo que vem do leste. Como na musica anterior, a Domra (intrumento russo de 3 cordas) tem uma presença memorável no conjunto da obra. A flauta, finalmente, anuncia a tão sofrida vitória e o povo de Tverd volta a dormir tranquilo, seguro de um porvir garantido atrás das grandes fortalezas da cidade, que parece, até aqui, impenetraveis. 


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Quarta surreal - ode a triplice aliança

Sendo a primeira Quarta Surreal do ano, falarei de duas musicas muito especiais que conheci a pouco tempo atrás. O led Zeppelin está entre as três bandas que mais admiro no mundo. Se tivesse que escutar pelo resto de minha vida 3 bandas, elas seriam o Bathory, Death, e o Led Zeppelin. Não que não existam bandas excelentes alem destas, mas as primordias, as essenciais ao meu ver são estas 3. São estas que me completam e são estas que escuto com mais frequencia. Talvez eu chegue no momento em minha vida que estarei feliz em só escutar essas 3 bandas. Estas 3 bandas compõem os fundamentos do meu ser musical. O que seria de mim sem Bathory, Death ou Led Zeppelin? Um pagodeiro talvez, mas vamos a musica sem mais delongas...

OVER THE HILLS AND FAR AWAY


O andarilho está deixando novamente outra cidade que o recebeu com tanta hospitalidade e olha para as montanhas ao longe...O horizonte o chama e ele não o desobedeçe pois seu unico amo e senhor é O destino que faz os seus pés sairem do lugar. A musica o motiva a andar por 30 milhas e a subir aos tortuosos caminhos que levam ao topo da grande montanha. De lá era possivel ver uma grande floresta no pé da montanha e ao longe o oceano. Por 5 dias perigna sozinho por aquela floresta escura já muito longe da cidade que deixara pra trás.

THE OCEAN



Depois de 5 dias sobrevivendo apenas de pão e charque, o andarilho chega a praia e o oceano parece maior do que era quando o admirava no topo da montanha.  Ele decidiu que os dias de andarilho errante tinham terminado e decidiu se tornar um pirata. Juntou a sua tripulação e navegou pelos 7 mares até desaparecer. Desde daquele dia que deixou o porto ninguem mais ouviu falar dele.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Quarta surreal -The Philosopher e Symbolic.

Treze de dezembro de 2001, o mundo perdia um dos seus melhores compositores e guitarristas: Chuck Schuldiner. A nefasta data coincide com o aniversario de meu pai. A data de 10 anos da morte de Chuck Schuldiner merecia uma Quarta surreal antecipada em sua homenagem.

O que me impressionou em Death foi a genialidade de Schuldiner em conciliar, com uma precisão incrivel, riffs de jazz e frases neo-clássicas com um Death Metal poderoso e viril. Ele conseguiu conciliar o erudito com o extremo, só por isso, já tenho uma consideração enorme por Schuldiner. Bandas como o Vital Remains e o Death fizeram verdadeiras sinfonias extremas...Vale lembrar que a musica Deschristinize merece uma quarta surreal sobre ela...

PHILOSOPHER

O que falar de uma musica chama "O filosofo"? O Death também não decepciona ao que concerne aos temas líricos...A musica nos faz uma pergunta, tao simples que eh capaz de nos fazer despertar de nosso sono profundo: "Você vê o que eu vejo, sente o que eu sinto?". A musica nos leva a indagar, por um instante, a legitimidade do julgo de nossos sentindos, o foco da filosofia helênica. 
O primeiro riff apos a introdução eh impactante, intenso...Parece que o riff golpeia nossa consciencia com um martelo...Literalmente, nos prepara para sentir o restante desta grande obra...Sem mais e nem menos, a musica se torna mais densa e reflexiva...E então, Schuldiner condena os antigos idealistas, assim como Nietzsche o fez.


SYMBOLIC

Uma musica impressionante, pois Schuldiner conseguiu sintetizar uma sinfonia, que duraria 6 horas em 6 minutos. Uma "pequena sinfonia" podemos dizer assim...
Eh um revezamento entre riffs melódicos e lentos e riffs rápidos e agressivos, o que requer muito entrosamento num grupo e o que revela o talento e ousadia dos músicos envolvidos. 
O primeiro riff eh um riff bem jazz, um jazz mórbido e bonito eu diria...Os vibratos completam muito conseguindo nos levar ao orgasmo musical... Então, de repente a musica eh possuida por uma agressividade sem igual e somos surpreendidos por essa mudança abrupta e inesperável. 
Quando estávamos sendo influenciados pela violência daquele riff, a musica volta a ficar lenta de novo. Somos então presenteados por um riff simples, porem, lindo. Um riff que voce imaginaria sair da garganta de um violino e nao da distorcao de um guitarra eletrica.
A musica volta a ser tomada por uma violência sem igual, com um riff que me eh bem neoclassico...
Uma boa musica para meditar eu diria como muitas musicas desse álbum em particular. Dentro de minha tentativa para elaborar uma juízo universal na musica, o album Symbolic satisfaz todos os critérios que um album precisa ter, desde técnica a virtuosismo, como também, musicas que demonstram de forma eloquente todo o talento de seus músicos. Um album muito especial que tera um post em sua homenagem em breve.


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Quarta surreal - Homage for Satan e Sacrificial suicide

Uma quarta surreal atrasada pra cacete, mas eu vos apresento uma quarta surreal em homenagem a uma das maiores bandas de death metal que já existiram: Deicide.

Deicide foi uma banda extremamente importante para minha existência. Se não fosse por ela, hoje eu ainda estaria desvalorizando a musica, pois a partir do momento que me tornei fã de Deicide, os portões da musica extrema se abriram diante de meu espirito. Foi a partir do momento que comecei a apreciar o metal que meus ouvidos se tornaram mais críticos e eu comecei a julgar cada musica que eu escutava com mais rigor e atenção. É como ler um ensaio filosófico...Antes eu lia sem rigor nenhum, despreocupado se tinha entendido ou não. Hoje em dia, se não compreendi um paragrafo, eu volto a le-lo de novo. Se eu ainda tenho a impressão que esqueci alguma coisa, eu o leio de novo...Assim por diante...Só fico satisfeito quanto tenho segurança que posso ensinar para alguém o que aprendi. Dai, eu considero que compreendi bem aquele ensaio em questão. 

Com a musica é a mesma coisa...Ou você pode meditá-la com a devida atenção aos mínimos detalhes e nuances, ou você condenará toda a musica que ouvires a uma mera trilha sonora de churrasco, e de fato, muitas musicas merecem este destino, todavia, o metal e o jazz não! A muita coisa ali a ser sentida, analisada sobre um julgamento critico e despretensioso. 

HOMAGE FOR SATAN

Eu tinha 15 anos, meu espirito clamava por emancipação. Eu me perguntava se havia algo mais pessado que Ratos e Sepultura e se haveria bandas tão boas quanto Led Zeppelin, por exemplo.
Então eu vi o maldito homage for Satan. O clipe, que era no minimo satanico e morbido, tinha me fascinando muito - até ali era a coisa mais satanica que tinha escutado, tinha presenciado. A musica era extrema, pessada, brutal, e ao mesmo tempo, também tinha um bom solo melodico. Aquele solo genial tinha me conquistado, senti um sentimento indizivel, estava atonito e supreendido. O solo era tão bom quanto qual quer solo do deep purple ou do Led que eu já tinha escutado. 
Em outras palavras tinha encontrado o que tanto procurava e descoberto um novo mundo que ainda não conhecia: o metal e todos os seus subgeneros.


Hoje eu não escuto muito Deicide, mas devo admitir que foi uma banda muito importante que me levou a me interessar profundamente pelo metal. Eu precisava de algo que me tornasse adepto daquele mundo. 

SACRIFICIAL SUICIDE

Essa musica foi a segunda musica do Deicide que eu escutei em minha vida. Se a Homage for Satan era blasfemica, essa era literalmente satânica. Era uma das musicas que minha mãe mais odiara. Escutava direto.  Era lei escutá-la...Era terapêutica, pois com ela eu exorcizava todos os "demonios" que residiam dentro de minha consciência. Onde eu sacrificava toda a enfermidade e futilidade que recedia dentro de meu espirito. Onde eu pegava a minha adaga e esfolava qual quer futilidade que me atormenta-se.

A musica é bem simples, e até mesmo tosca, mas ela me fez muito bem nesses anos todos...Um verdadeiro sacrifício onde você pode sacrificar até as piores enfermidades em seu ser. 


Aos poucos Deicide perdeu lugar para outras bandas do genero, como Morbid Angel e Death. Por muito tempo eu considerava o Deicide como a "melhor banda de Death Metal"...Bom, agora ela fica atrás de Behemoth, Morbid Angel, mas eu prefiro Deicide do que Cannibal Corpse ou Six Feet Under. Debauchery é outra banda interessante, todavia, me lembra muito SFU. 

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Quarta surreal - Wheels of confusion, War Pigs, Eletric Funeral e Supernaut.

Meu plano era postar alguma musica do primeiro album do Black Sabbath, todavia, eu não sabia qual musica colocar e seria injustiça disertar sobre uma musica e não disertar sobre o album inteiro, pois o album é extraordinário e nenhuma muisca poderia ser desvalorizada ou negligenciada. Por esse motivo, eu decidi postar mais futuramente um post dedicado apenas ao debut da banda de Ozzy, Iommi e cia. 

Escolhi musicas de dois albuns fodidos do Black Sabbath para postar na Quarta Surreal: Paranoid e Vol.4, dois albuns que tiveram uma grande importancia em minha jovem e vil existencia. É claro que o Quarta Surreal veio meu atrasada esta semana, mas foda-se...

Wheels of Confusion - Vol.4

O que dizer da primeira musica de heavy metal que eu ouvi? O volume 4 era o unico cd que meus pais tinham do Black Sabbath, eu me lembro da capa estranha que parecia uma fantasma de manto laranja. Meus pais ouviam esse CD de vez enquando em minha infancia, mas só foi aos 11-12 anos que eu começei a me apegar ao album e me indentificar com ele...Wheels of Confusion era a musica que era o que meu espirito aclamava...Era do que o meu espirito necessitava...Uma musica que sempre teve um significado muito forte para mim...Naquela epoca eu não me focava tanto na parte intrumental da musica, mesmo assim me fascinava pelo fato da musica ser divida em tantas partes diferentes e com riffs interessantes. Ela era muito bem construida e a impressão que dava é que eram 2 musicas dentro de uma só.
Vamos ver...O solo do começo, repleto de bends extraordinários...É um solo que pode proporcionar felicidade para um pessoas desanimada, iludida ou enferma. É até um antidoto para a alma violentada pelo desânimo. A primeira parte tem aquele riff fodido, bem heavy...Depois tem a ponte para a segunda parte, uma contruida por efeitos parelelos ao riff...A terceira parte é uma musica a parte...Um solo mais lento, mas que não decepciona...Em outras palavras, a musica é fodida.
 Essa musica era a minha unica amiga na epoca. A unica forma com que meu espirito conseguia se emancipar por algum momento do universo opresivo pelo qual eu estava rodeado. Mas o que era essa musica afinal? Meu refugio? Meu mundo acolhedor repleto de frases interessantes e riffs fodidos? Só sei que é uma musica muito especial, uma musica que não perde seu valor e que resiste a dura batalha contra o tempo e o esquecimento. Uma musica assim não pode ser ignorada. Iommi não poderia ter composto coisa melhor para abrir o album!


War Pigs - Paranoid

Eu tinha 13 anos...Já não estava satisfeito com o Vol.4 pois eu tinha covicção que o Black Sabbath divia ter produzido um outro album tão bom quanto o Vol. 4, ou até melhor. Convenci os meus pais a comprarem Paranoid. Ouvindo já a primeira musica, eu tinha me convencido que tinha valido cada centavo gasto naquele cd...War Pigs...Era como a Wheels of Confusion, só que mais lenta e com riffs mais simples. Era uma instrumental muito forte e impactante. Eu até tentava cantar junto com Ozzy, todavia meu ingles naquela epoca era uma merda - my english today is a fucking shit too, but...Who cares?
A musica perdeu seu valor ao longo do tempo, mas eu lembro como ela tinha me fascinado naquela epoca. Uma das musicas que ouvi por 2 anos direto. Eu gostava muito dos primeiros versos, com poucos acordes, com uma presença maior do vocal do Ozzy e da bateria de Ward. A introdução é excelente... Um excelente riff de baixo e o dueto da guitarra de Iommi com o canto das sirenes...Algo sublime que serve como retrato daquela epoca onde o mundo assistia indiferente ao que o capitalismo ianque era capaz de fazer para converter o Vietnã em seu servo e escravo economico. Sabemos que os EUA teve que aprender que nem todos os paises do mundo se submeteriam a sua repugnante enfermidade. .


Eletric Funeral - Paranoid

Até ali eu ja tinha ouvido Planet Caravan e Iron Man. A planet Caravan tinha me lembrado Pink Floyd pois era uma musica bem psicodelica, muito viajada - boa musica para se ouvir de noite. Mas o que me supreendeu foi a Iron Man. Eu ja tinha a ouvido antes, mas eu não sabia o seu nome. Foi a procura da musica Iron Man que eu comprei o Paranoid. 
A musica que mais me impresionara foi Eletric Funeral, pois tinha sido - sem exagero nenhum - a musica mais morbida que eu tinha ouvido!
Aquele riff simples e com wah wah dava sempre a impressão que eu estava num cemitério amaldiçoado quando a ouvia.  É literalmente um funeral elétrico, como sugere a musica...Não poderia ter um funeral completo sem ter essa musica em seu repertório!


 Supernaut - Vol.4

Supernaut é aquela musica contagiante, que não se parece nem um pouco com as musicas mais sombrias do Black Sabbath nos dois primeiros albuns. Supernaut é o reflexo da mudança de direcionamento da banda, que a cada vez mais ousava explorar elementos psciodelicos do que morbidos. Nos albuns seguintes se percebeu essa tendencia cada vez mais psicodelica no som da banda (Sabbath Bloody Sabbath, Sabotage e Technical Ecstasy). Eu particularmente gosto de ambas fases da era Ozzy, tanto a morbida quanto a psicodelica. Com a saida de Ozzy e a entrada de Dio, o som do Black Sabbath ficou mais melodico e o som do Black Sabbath permaneceu melodico depois da entrada de Tony Martin (para mim o Headless Cross, album mais famoso com ele, é uma merda...Aquilo não é Black Sabbath, é um Power Metal horrendo, frescurento...). O unico dos vocalistas depois do Ozzy a trazer o Black Sabbath as suas raizes foi Ian Gillian, responsavel pelos vocais em Born Again. Thrashed e Zero The Hero são as minhas favoritas, são duas musicas que são verdadeiras musicas de Hard Rock.

Voltando a nossa musica, devo dizer que é recomendavel ouvi-la quando você viajando num carro...Sinta a liberdade passar pelos seus ouvidos e adentrar no seu espirito...Levante os braços e sinta o vento batendo contra seu corpo. Supernaut fala exatamente disso: liberdade individual. Um ode ao andarilho, que, sem religião ou amigos, vive convicto de suas proprias virtudes, de seu caminho incorruptivel que não fora imposto por nenhuma entidade acima dele mesmo...Supernaut, depois da Wheels of Confusion, é a melhor musica do Volume 4. Altamente recomendado para aqueles que querem ouvir musicas estimulantes e "felizes", ou serem possuidos pela atmosfera "hippie" dessa musica. 




quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Quarta surreal - Twlight of the ravens e Visioner pa Isen.

Essa quarta surreal veio atrasada - pois esta quarta eu fiquei o dia inteiro peregrinando, depois de tanto tempo imerso em extremo sedentarismo. Enfim, apreciem esta quarta surreal, que hoje é protagonizada por duas grandes musicas do Pagan Metal. Musicas de bandas de países muito distintos: Suécia e Brasil.


Twlight of the ravens - Iron Woods

Sabe aquela musica que te transporta para outros lugares? Digo, aquela musica tão rica, tão fascinante que é capaz de te levar a outros lugares sem você precisar ingerir ou inalar alguma droga? Aquela musica que consegue proporcionar ao seu ouvinte uma experiencia tão inspiradora e fascinante, se não dizer transcendetal?  A banda de Pagan Metal do interior paulista, Iron Woods, conseguiu essa façanha com maestria.
A musica é uma verdadeira viagem, pela qual, eu não poderia deixar de divulgar aqui. O álbum inteiro dessa banda é excelente, o que conclui que ela merecia muito mais reconhecimento...Enquanto no Brasil se pensou em Sepultura e Angra, eu vos declaro que tem algo a mais...O iron woods é uma banda que supera este dogma reducionista que diz que o metal brasileiro se baseia nessas duas bandas citadas. Tanto a musica quanto a proposta do grupo são muito dispares da "elite" Sepultura e Angra. Enquanto que Sepultura no inicio de seu trajeto falou de satanismo e depois rumou para falar de temas mais políticos, o Angra continua com os mesmo temas fantásticos. 
A proposta do grupo é um pagan metal, tão bom, tão fodido como qual quer pagan metal europeu. É como se Odin olhasse para estes brasileiros e os inspirasse. Talvez nem seja Odin que os inspira, mas a floresta pelo qual buscam viver...
O álbum inteiro soa como um elogio ao druidismo, ao paganismo, um ode a vida que se opõe a existencia vil e  sedentária perante a tela de um computador - porra, acabei de me definir agora...
Entre experiencias que vão desde de puro extase até comoção e admiração, recomendo este album a todos que ainda tem a capacidade de ouvir alguma coisa que transcenda o dogma "ANGRA-SEPULTURA". És o momento de ter ouvidos novos para uma nova musica, eis as palavras que definem estes novos tempos.


Visioner på Isen - Manegarm. 

Visões do gelo é uma musica maravilhosa, para dizer o minimo. Ouvi-la para "passar o tempo" ou para amenizar o tédio beira ao sacrilégio. Se eu estivesse numa nevasca, prestes a morrer fadigado pelo frio, antes que o gelo levasse minha alma, Visioner på Isen seria o meu requiem...
É uma musica melódica, triste e com muitas partes intrigantes. A melhor banda da suécia - atrás apenas de Bathory, é claro - não decepcionou nenhum pagão, andarilho e lenhador neste universo de florestas de pedra e de carvalho. O andarilho se identifica com esta musica como se ele fizesse parte dela...Tão bela como o canto das valquírias. 
A musica é uma verdadeira viagem numa terra nórdica fria e desolada. A beleza desta musica é muito peculiar, algo que você se surpreende sempre ao ouvir. O violino, os riffs melodicos e bonitos, o vocal limpo e o gutural...Só posso dizer que é uma das melhores musicas do Manegarm. 


Talvez na próxima quarta surreal tenha mais folk. Mas não se preocupem, não é só de folk metal que a Quarta Surreal será composta...Só se eu decidir, é claro, criar a terça folk...Para ser mais original, chamerei ela de Tyrsdag Folk (tyrsdag é o equivalente a terça-feira no calendário nórdico). 


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Quarta surreal - Wooden Pints e How many more Times

Wooden Pints - Korpiklaani (boa alternativa para beber e cortar lenha)

Como bom lenhador que sou, não poderia deixar de colocar essa musica na quarta surreal! A musica é quase um ritual, uma mantra que deve ser cantado bêbado, bebendo e cortando lenha para o inverno! Até a letra é terapêutica, faz bem para o espirito. Tente cantá-la cortando lenha e verá como a musica irá tornar o seu trabalho em uma experiencia no minimo interessante (eu já cortei lenha cantando essa musica).

"There man, undeground, Who never see the sun, but they realy now how to party!
Little man from undeground, Who never see the sun, but they realy now how to party!"

É isso quase a musica inteira, alem do refrão que repete muitas e muitas vezes. Musica para lenhadores e camponeses bêbados! 

"The rise their wooden pints and they yoik and sing 
And they fight and dance 'till the morning"



How many more times - Led Zeppelin

Estou aqui não só para divulgar a musica dos lenhadores e camponeses boêmios, como também fazer justiça com uma musica que eu julgo ser desvalorizada até pelos fãs do Led Zeppelin: How Many More Times. Se fala muitos sobre os grandes clássicos do primeiro album, como Danzed and Confused, You shook Me, Communication Breakdown mas e o How Many more times, que é a melhor faixa do álbum? Em How Many More Times que está toda a magia do album. Um excelente epilogo, quase como um final épico extraordinário de uma grande obra. Se a Black Mountain Side se destaca por ser uma musica viajante, a How Many More Times também não nos decepciona por sua capacidade de nos envolver e nos identificar com ela. A musica mais longa do álbum, creio eu - a Danzed and Confused tem uns 6 minutos, a You shook me teve ter também uns 6 minutos...Eu já vi alguns videos dessa musica sendo tocada ao vivo, mas é claro, é bem mais facil encontrar performaces ao vivo de outras musicas do Led, como Black Dog, Song Remains the Same, Heartbreaker, Stairway to Heaven do que How Many more times...

Porra, a primeira vez que eu escutei essa musica e vi que tinha tudo haver comigo. Existem musicas que parecem que o seu compositor escreveu já sabendo o que eu ia gostar, e Jimmy Page acertou nesta musica. Quem diria que uma musica escrita há mais de 40 anos atrás poderia fascinar uma criança cachaceira deste novo século? Este poder de uma musica poder te comover, te fascinar, é prova de seu carater atemporal - você poderá ver uma dissertação maior sobre este tema nesta postagem. Uma definição bem superficial dessa musica seria um blues psicodélico...Uma musica que você ouviria inteira sem se queixar. Esta é a realidade das musicas longas feitas na década de 1970. Enquanto que nossas almas são massacradas e mutiladas por 30 minutos de musica eletrônica, cada minuto de uma performance do Led Zeppelin é sagrado e extraordinário - a exemplo da Danzed and Confused, que chegava a ter 27 minutos nas performaces ao vivo. 

A minha pergunta é por que essa musica é tão injustiçada e desvalorizada...A melhor musica do album, god dammit! Vai ter algumas pessoas que vão concordar que um blues épico como este não pode ficar condenado ao ostracismo...Como podemos afundá-lo num abismo escuro e esquecido? Não fui eu que cometi esta profanação, meus caros! Como ultimo vinho da noite, como o ultimo conhaque do porre, o How Many More Times deve ser degustado com glória depois de uma noite inteira ouvindo Korpiklaani.

 

Bonus:

Na quarta surreal passada não teve bônus, mas eu acho que essa merece um bônus gratuito - sim, você tem duas musicas no preço de uma e ainda com um bônus do caralho! 
Uma musica que tive a felicidade de conhecer a pouco tempo: Bring it on Home! Uma introdução de blues bem tradicional e depois um hard rock excelente para preencher o resto da música. Essa performace ao vivo é memorável - como qual quer atuação ao vivo do Led - intensa e surpreendente. 





quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Quarta surreal - Na moey Zemle

O que falar desta gloriosa sinfonia? Nem se trata aqui de uma reles musica, mas de uma sinfonia meus amigos. Uma viagem pela Europa antiga...Uma musica cantada em 5 idiomas diferentes. Pelo que eu saiba, nem as antigas operas foram escritas em tantos idiomas...

Como vocês podem ter percebido com esta postagem eu nem gosto de Arkona direito...Mas enfim, é muito suspeito eu falar sobre essa musica - pois sou um admirador ferrenho desta banda - todavia, veja por si mesmo como essa musica é de um marco na musica oriental e nordica, pois é o registro que ficará marcado na história como a sinfonia do folk metal. Será tão lembrado como as grandes peças e operas no passado. 

Até aqui a união do estilo e das bandas de Pagan Metal me impressionaram muito. Com a forte união somos presenteados com esta grande musica que consegue ganhar um caráter atemporal fortíssimo. 


Entre as bandas que fizeram parte desta grande sinfonia foram: Heidevolk, Menhir, Obtest, Skyforger, e Manegarm. Quando digo que essa musica é uma viagem pela Europa antiga, eu não estava blefando. A musica fala sobre um guerreiro que em busca da felicidade, ele viaja muito afim de encontrá-la. Não vou me ater muito a busca deste guerreiro, mas posso lhe garantir que é muito fácil simpatizar com esta musica por sua proposta que nos comove e que nos torna testemunhos deste singular e humilde peregrino. Você identifica com este guerreiro - eu pelo menos me identifiquei com este personagem. 

Eu posso até sugerir o caminho que o guerreiro fez, baseado no contexto da musica:
Depois de caminhar semanas e enfrentas as severeas tempestades de neve no norte da Finlandia, ele chega ao reino Sueco, aonde encontra terras mais ferteis para ali viver por um tempo. Chegando a um pequeno vilarejo no coração da Suécia, ele logo consegue uma amigo que decidi acompanhá-lo em sua grande peregrinação. O Manegarm trata de descrever a sua tragetoria em território sueco, a viagem que ele e seu pareceiro fizeram de vilarejo em vilarejo até chegar num porto. Chegando neste porto no sul da Suécia, ele e seu novo amigo, embarcam num navio que os leva até a Lituania.  Depois de caminhar por alguns dias ele chega onde hoje é a  Letonia (Skyforger se encarrega de descrever este momento). Ele aos poucos vai abandonando a europa oriental, deixando para trás todos os vilarejos eslavos e nórdicos que conheceu até agora. Ele então chega num vilarejo no coração da Turíngia, Alemanha. Os membros do Menhir recepcionam o humilde guerreiro eslavo com uma bela canção de boas vindas. O guerreiro passa uns dias no vilarejo e então parte novamente para a sua longa peregrinação em busca da felicidade e não poderia ter chegado num lugar melhor: Holanda! Heidevolk o recepciona com maestria, uma das melhores partes da musica. 

Ele então decide sair da holanda e retornar para sua casa. Depois de meses de viagem, ele é inesperadamente recepcionado por todos as pessoas que conheceu pelo caminho. Todos as pessoas simples que conheceu no leste europeu e na Escandinávia. Que outra palavra usar além de "sublime" para definir este momento? Digno epilogo desta grande obra. 

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Quarta surreal - Free bird e Hangar 18

A quarta surreal será um espaço onde divulgarei musicas simbólicas ou extraordinárias. Se não tiverem esses dois atributos, que sejam ao menos admiradas pelo único tolo que mantem este blog vivo. A primeira quarta surreal começará com uma balada. Eu sei que estão pensando, também tenho uma aversão enorme a elas...Eu as detesto, mas não poderia deixar de postar esta...Balada para mim é q nem marula...As mulheres adoram! Vc escuta ela com uma mina que vc já pegou, já comeu, quer comer...As baladas em sua grande maioria são repugnantes, eu não consigo tolera-las...Mas esta em especial me chamou muita a atenção...

Bom, eu vos apresento uma balada diferente. É do Lynyrd Skynyrd e chama-se Free bird. São duas faixas dentro de uma só...Algo incrível...A primeira parte lembra uma balada sulista, repleta de slides viajantes que criam uma boa atmosfera...Vc tem aquela sensação que você está na pele de um motociclista no meio do deserto do Arizona, ou até na pele de um andarilho errante contando sua história.

Passados 6 minutos, as lembranças do andarilho terminam...Começa então uma jam incrivel que nos deixa perplexos - e até nos desperta da atmosfera lenta e maçante da parte anterior. Os outros 5 minutos da musica é só solo! Solo atrás de solo! É tanto solo que você se perde em meio deles. A musica muda radicalmente...Não é mais uma balada e sim uma jam! Você fica perdido, sem saber o que fazer...Só sabe que está sentindo os delírios alcoolicos do nosso andrilho.

Outra musica que é similar a essa - pelo menos na estrutura - é a Hangar 18 do Megadeth. Tanto Hangar 18 e Free Bird tem apenas 2 estrofes e o resto da musica é só solo. É claro que Hangar 18 é bem mais pesado e os estilos de ambas bandas são dispares.

A Hangar 18 tem um significado muito importante para mim...Uma das musicas mais extraordinárias já feitas. Mustaine no começo da musica conta os relatos do Hangar 18, lugar aonde fazem experiencias com extraterrestres no meio do deserto...Você é o mesmo andarilho da musica anterior - agora mais sóbrio - que estava andando pelo sul dos EUA e agora você esta no Novo México, proximo a Roswell e de repente encontra um lugar estranho...Um galpão...Você então consegue entrar nesse galpão e vê um monte de alienigenas criogenados e cientistas fazendo experiencias terríveis a esses seres de outros planetas...Você testemunha tudo o que acontece com os alienigenas enquanto Marty Friedman faz um show a parte.


Se conseguir sair de lá com vida - se o governo ianque não te "neutralizar" - você pode voltar pro Alabama e ouvir um bom Lynyrd Skynyrd!