terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Pequeno ensaio sobre a musica

Vou compartilhar com o mundo a introdução deste meu trabalho q estou desenvolvendo...

Meu anseio era de desenvolver um juizo objetivo que tivesse validade dentro do mundo da musica. A musica tem uma verdade estável? Ela pode ser entendida por um juizo objetivo que compreenda sua totalidade?

Baseado nessas perguntas, eh que eu comecei a tecer este pequeno trabalho. Se não for possível estabelecer um juizo objetivo para julgar a musica, posso dizer que a importância deste trabalho esta em demonstrar que muitas pessoas não tem critério algum para julgar a musica. E o que isso significa? Significa que estas pessoas tem a forte tendencia de ouvir qual quer coisa que se apresenta a elas externamente sem se preocupar em meditar sobre as musicas que escuta. O trabalho visa também demonstrar como a musica foi desvalorizada aos longos dos anos e principalmente nesta ultima década. Nao posso deixar também de demonstrar como cheguei a conclusão que a musica foi reduzida a mais impia mediocridade e como existem ainda músicos que a valorizam de alguma forma.


Posso definir uma pessoa apenas pela musica que ela escuta? Eu creio que sim. Outra pergunta que aflita a muito tempo: o que leva alguém a ouvir musicas tao baixas e banais como sertanejo e pagode?
Por que isso envolve as pessoas? A indiferença total pelo trabalho de grandes músicos que deram a vida pela musica também me intriga profundamente. O que é a musica? Algo que você coloca como trilha sonora para churrasco? Como trilha sonora para um vil ritual de acasalamento numa balada? Se a musica fosse isso músicos de todo o mundo poderiam compor apenas musicas para churrasco e balada, mas sabemos que isso não ocorre...
É preciso antes dar um sentindo, um significado a musica. A desvalorização da musica ocorre quando não me preocupo em conceber um sentido para ela. A musica eh uma forma de nos expressarmos no mundo, quer dizer, nos expressamos no mundo enquanto existimos, o que sugere que a musica seja a expressão do ser enquanto ser. Sendo assim, posso definir um homem e conhece-lo apenas pela musica que escutas.

Se fundarmos um conceito universal que tenha validade na musica e este conceito focase na intrumental ao invez de rostos bonitos e letras pateticamente sentimentais, desconsiderariamos muitas coisas que considerava-mos, até aqui, como musica. Seria uma verdadeira funil, se é que você me entende...Só sobraria o que realmente podemos chamar de musica, aquela que é benfazeja aos ouvidos e alma ao invez de corrompe-la. A legitimidade deste conceito, deste critério universal para julgar a musica, nos garante também a legitimidade da musica em si.

Minha proposta é que o nosso modo de conceber e julgar a musica deva se regular por um critério simples: a instrumental. Esse critério requer que eduquemos nossos sentidos para perceber o baixo, o vocal, o violino, a guitarra. Então, o que seria uma musica boa? Aquela que possui uma boa instrumental. O que é uma boa instrumental? A boa instrumental não é necessariamente complexa, mas sim, bem construida. Desde daquele solo de baixo que nos supreende até o solo mais inacreditavel ou simples, a instrumental é a essencia da musica. Poucos estilos - alem do Metal e do Jazz - me surpreenderam no que concerne a instrumental que é peculiar a estes estilos. Isso já é um fato importante para começar este trabalho.
Alguns estilos não tem nenhuma instrumental e não visam a virtuosidade. São essencialmente toscos e vulgares. Chegam até a desprezar a instrumental adicionando um sintetizador ou um vocal qualquer. São vazios. Não levam a experiencias transcendentais...Não inspiram, não proporcionam experiencias indiziveis e maravilhosas. Não enriquecem a nossa mente e nosso expirito.
A musica que não me estimula, não proporciona experiencias sublimes, não é uma musica que deva ser considerada.  Essa é um das grandes virtudes que eu compactuo. Se não é uma virtude sua, creio que jamais me compreenderia.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Death metal atual

O death metal atual me impressionara muito e continua me impressionando.

Sua fusão com outros estilos, seu foco em ousar inserir passagens melodicas ousadas, alem de adicionar tecnicas que não eram, até aqui, peculiares ao estilo, tornaram o death metal atual um estilo que merece a nossa atenção e respeito.

Meu destaque vai para estas bandas: Decapitated, Behemoth, Dying Fetus e Suffocation. 

Demonstração de minha tese:

Para demonstrar a tese que o death metal está vivendo um momento de ascenção e não de queda, é necessário demonstrar como cheguei a esta conclusão. Pois bem, estes exemplos a seguir servirão como uma demonstração elouquente de meu juizo positivo do death metal, juizo este que transcendeu a mera opnião, pois eu posso demonstra-lo.

 Dying Fetus - Your treachery will Die With You

Você pode detestar death metal, odiar gutural, pedal duplo, e até sair correndo quando escuta uma musica com distorção, mas desprezando essas questões subjetivas, é importante admitir o talento desses filho da puta. Com a tecnica e a virtuosidade que ostentam, poderiam fazer qual quer tipo de musica. O que impressiona é a velocidade e constancia dos sweeps, como também a estrutura da musica, que não é obvia. O que seria uma estrutura de musica padrão? Aquela que é verso, refrão, verso, refrão, solo, refrão de novo...Bom, esta musica está estruturada com diferentes passagens de tempo e riffs interessantes. Impressiona o modo como eles mudam de riff, que é bastante natural, embora adrupta. Essas mudanças repentinas de ritimo se dá logo aos 30 segundos da musica.
A musica fica com outra face logo aos 1:10. E então, 10 segundo depois, começa a maratona de sweeps, caracteristica que tornou a banda famosa. 
Inevitavelmente os sweeps deixam a musica mais melodica, o que não é problema,  pois, o death metal soube bem usar essas melodias.
Volto a dizer que, pela diversividade de frases, melodias usada nesta musica, ele transcende o thrash metal, que se limitou - muitas vezes - a uma estrutura previsivel em suas musicas. Esta estrtura não é problema, é claro, se você usar vários riffs em seus albuns ao invez de usar quases os mesmo no album inteiro - outro problema que encontrei no thrash metal. 

Suffocation - Pierced from Within


É estranho dizer, mas essa musica me lembra um bom jazz, só que bem mais brutal. Não é dificil descobrir que um dos critérios que eu considero muito a julgar uma musica é a diversidade das passagens de tempo, melodia...Se a banda satisfaz esse critério, é sinal de um bom entrosamento entre seus integrantes, pois construir uma musica repleta de mudanças de melodias e riffs com tempos diferentes não é possivel sem entrosamento. O entrosamento é uma das coisas que mais valorizo numa banda. 
Tudo me encanta nessa musica: bateria, riffs criativos e que fazem bem ao espirito. 
Essa musica tem riffs que lembram um colapso nervoso causado por uma influencia subterranea de Jazz, e eu gosto disso...
Pierced from Within é um album recomendadisimo para quem esta disposto a apreciar um bom death metal. É claro que é importante salientar que Suffocation não é uma banda que podemos chamar de "nova", todavia, eh uma banda que segue evoluindo de album pra album até os dias de hoje. Quer dizer, até as bandas antigas continuam a desempenhar um importante papel na musica extrema. Algumas delas, se convertem ao novo death metal, mais tecnico e virtuoso, salvo algumas excessões (como o Morbid Angel).

Decapitated - Spheres of madness

Decapitated era uma banda que eu não me indentificava no passado. Todavia, começei a ama-la e aprecia-la. Me fascinei pelo fato de que a maioria dos integrantes da banda não terem nem 20 anos quando eles lançaram o primeiro album em 2000, o Winds of Creation. O album é monotono, todavia, ja demonstrava o talento que aqueles musicos estavam desenvolvendo. E eu, quase com essa idade, só consigo compor musicas toscas e podres, enquanto esses filha da puta fazem um album de death metal tecnico? Vá se foder! É quase inacreditavel o que eles fizeram e o que eu não consigo fazer...Mas enfim, deixando comparações iludicas de lado, voltemos ao assunto principal...
Dos albuns que mais me interessaram nesta banda polaca, foi o Nihility de 2002. Essa musica, em especial, tem um riff muito interessante. A intro de bateria é excepcional, um show a parte de Vitek. O segundo riff sempre me lembrou uma melodia erudita executa por uma guitarra ao invez de um violino ou guitarra flamenca. 
A musica em si é monotona, pois só tem 3 ou 4 riffs...Mas já a criatividade desses dois riffs do começo me chamaram bastante atenção. O trabalho da banda é fiel a esta sonoridade. Percebe que a intrumental é o grande foco dessa banda, o que me orgulha pra caralho.
Baixem o Nihility e cuidado com o novo album. Embora a tendencia do death metal é evolir cada vez mais, tem bandas que blasfemam...Infelizmente, depois da morte de Vitek, o decapitated se tornou um Nu Metal nojento. O decapitated morreu com o seu baterista...
Bom, enfim, farei uma resenha do nihility em breve. 

Behemoth - Ov fire and the void 

Se o Decapitated era uma banda fodida, seus compatrias não são menos tecnicos e virtuosos. O Behemoth, que em outrora era uma banda tosca de black metal como as outras do estilo, evoluiu ao aderir ao death metal. Demigod, Apostasy, grandes obras do death metal mundial. Behemoth descobriu que melodias não nocivas, mas que, na verdade, essenciais no processo de composição.
Nergal é um guitarrista que respeito pra caralho e Inferno é um dos melhores bateristas do mundo. Gosto do tema lirico do Behemoth que é voltado para a historia antiga, como tambem, é claro, as letras declaradamente anti-cristãs. 
Essa musica do novo album é muito bonita como a lucifer. Ambas são lentas, pessadas e morbidas.
A musica é uma refezamento de riffs melodicos e extremos. O uso de tremolo picking é uma tecnica que enriquece a musica, talvez, algo que eles herdaram quando eram uma simploria banda de Black Metal. 

Essas bandas e muitas outras, são bons exemplos que o Death metal está passando por uma boa fase. Se você conhecer uma banda que seja similiar a estas que postei, ou tão brilhante quanto, se manifeste nos documentários!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O pagão


Divulgo aqui um pequeno texto que escrevi a um tempo atrás e que salvei do esquecimento. Um dos poucos artigos meus que eu salvei, pois, muitos textos que escrevi ja se converteram em cinzas e se esfaneceram no fogo de todas as costelas de chão que eu fiz. 
É claro, não passavam de desabafos, o que não me interessou em mante-los. 
Este texto eu escrevi a alguns meses atrás, fiz so algumas modificações visando a sua estetica.

Vejo no pagão uma forte comunhão com a natureza - os seus deuses são metaforas desta comunhão! Esta comunhão é reflexo de um povo que tem desconfiança, aversão e desprezo pelo celibato, pela castidade e pelo sofrimento. 
Vejo no pagão a liberdade, o orgulho, e não o arrependimento. 
Enquanto que o pagão bebe hidromel despreocupado, o cristão se arrepende de ser humano como se isso fosse um pessar e uma objeção. 
O pagão tem orgulho de estar vivo enquanto o cristão só almeja uma vida que lhe prometeram depois da morte. 



domingo, 18 de dezembro de 2011

Links de outra dimensão

Essa pode ser a ultima postagem deste ano segundo o calendário cristão. Enfim, segundo o calendário q eu criei - o calendário de inverno - estamos no meio do ano de 72. Enquanto o mundo não conhece as minhas obras - q nem saíram do papel - não eh relevante estender uma discusao sobre mim...


Descartes e Hume
Filmes de Tim Burton
Ensaio sobre a violencia nos games
Solucao definitiva entre a ciência e a religião
Nua nas ruas de Barcelona
Guerra dos farrapos 
Jazz numa barbearia
Mais jazz: Marcus Miller
Paco de Lucia 
Celtas 
A condição humana

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Quarta surreal -The Philosopher e Symbolic.

Treze de dezembro de 2001, o mundo perdia um dos seus melhores compositores e guitarristas: Chuck Schuldiner. A nefasta data coincide com o aniversario de meu pai. A data de 10 anos da morte de Chuck Schuldiner merecia uma Quarta surreal antecipada em sua homenagem.

O que me impressionou em Death foi a genialidade de Schuldiner em conciliar, com uma precisão incrivel, riffs de jazz e frases neo-clássicas com um Death Metal poderoso e viril. Ele conseguiu conciliar o erudito com o extremo, só por isso, já tenho uma consideração enorme por Schuldiner. Bandas como o Vital Remains e o Death fizeram verdadeiras sinfonias extremas...Vale lembrar que a musica Deschristinize merece uma quarta surreal sobre ela...

PHILOSOPHER

O que falar de uma musica chama "O filosofo"? O Death também não decepciona ao que concerne aos temas líricos...A musica nos faz uma pergunta, tao simples que eh capaz de nos fazer despertar de nosso sono profundo: "Você vê o que eu vejo, sente o que eu sinto?". A musica nos leva a indagar, por um instante, a legitimidade do julgo de nossos sentindos, o foco da filosofia helênica. 
O primeiro riff apos a introdução eh impactante, intenso...Parece que o riff golpeia nossa consciencia com um martelo...Literalmente, nos prepara para sentir o restante desta grande obra...Sem mais e nem menos, a musica se torna mais densa e reflexiva...E então, Schuldiner condena os antigos idealistas, assim como Nietzsche o fez.


SYMBOLIC

Uma musica impressionante, pois Schuldiner conseguiu sintetizar uma sinfonia, que duraria 6 horas em 6 minutos. Uma "pequena sinfonia" podemos dizer assim...
Eh um revezamento entre riffs melódicos e lentos e riffs rápidos e agressivos, o que requer muito entrosamento num grupo e o que revela o talento e ousadia dos músicos envolvidos. 
O primeiro riff eh um riff bem jazz, um jazz mórbido e bonito eu diria...Os vibratos completam muito conseguindo nos levar ao orgasmo musical... Então, de repente a musica eh possuida por uma agressividade sem igual e somos surpreendidos por essa mudança abrupta e inesperável. 
Quando estávamos sendo influenciados pela violência daquele riff, a musica volta a ficar lenta de novo. Somos então presenteados por um riff simples, porem, lindo. Um riff que voce imaginaria sair da garganta de um violino e nao da distorcao de um guitarra eletrica.
A musica volta a ser tomada por uma violência sem igual, com um riff que me eh bem neoclassico...
Uma boa musica para meditar eu diria como muitas musicas desse álbum em particular. Dentro de minha tentativa para elaborar uma juízo universal na musica, o album Symbolic satisfaz todos os critérios que um album precisa ter, desde técnica a virtuosismo, como também, musicas que demonstram de forma eloquente todo o talento de seus músicos. Um album muito especial que tera um post em sua homenagem em breve.


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Dois anos q se esvaíram

Meu computador dava sinais de decadência e quando fui formata-lo, ele sofreu um derrame e morreu de morte cerebral...Com seu HD deteriorado e fodido, perdi tudo o que tinha escrito nestes dois anos, bem como, as imagens e filmes que tinha baixado.

Por um lado isso eh bom meus amigos, isso me obriga a escrever tudo de novo desde do zero, que aqui significa, escrever com mais rigor o que tinha escrito no passado. Ha algum tempo eu revisava os meus textos e se decepcionava com o que eu tinha lido, portanto, sera bom começar tudo de novo, agora que ja escrevo melhor do que escrevia a alguns anos atras. 

Enquanto as musicas, devo dizer que eu vou fazer a tao sonhada BIBILIOTECA IDEAL! Aquela pela qual eu tanto ansiava, aquele que eu não tiraria nada do lugar...Havia muita coisa na minha biblioteca antiga que so ocupava espaço, porem, não tinha nenhum valor para mim. Me sinto livre daquelas musicas que me oprimiam...Meu espirito esta livre agora, meus amigos!

Enquanto os filmes, bom, eu tenho o cinema cultura, excelente site onde cosiguirei novamente todos os meus filmes...

Enquanto a pornografia...So as fotos educativas que instigam o meu espirito e minha imaginação.

Eh tempo de meditar nas florestas, viajar pelas terras que anseio em conhecer e beber o vinho e o conhaque que merecem ser degustados.

Eh preciso meditar e apreciar as arvores em volta, enquanto que o por do sol me inspira a escrever...


Que a filosofia, a pornografia, a musica, a arte tomem novos rumos daqui para frente...Que estas se revolucionem e se renovem como as cinzas de um fenix, e que meu espirito não pereça no abismo da mediocridade eterna e silenciosa.

Nao precisei de um motivo para postar esta ultima imagem...Posso dizer q ela eh sublime...


As poltronas foram criadas para serem o trono dos pensadores...Sente, medite e se entregue aos devaneios...Bom, isto eh tudo...Nao sei se vou postar mais alguma coisa este ano...

O que me intriga eh que o trabalho de dois anos, os quais eu dediquei varias madrugadas, estavam todos contidos numa caixa de metal com uma placa de chips...

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Quarta surreal - Homage for Satan e Sacrificial suicide

Uma quarta surreal atrasada pra cacete, mas eu vos apresento uma quarta surreal em homenagem a uma das maiores bandas de death metal que já existiram: Deicide.

Deicide foi uma banda extremamente importante para minha existência. Se não fosse por ela, hoje eu ainda estaria desvalorizando a musica, pois a partir do momento que me tornei fã de Deicide, os portões da musica extrema se abriram diante de meu espirito. Foi a partir do momento que comecei a apreciar o metal que meus ouvidos se tornaram mais críticos e eu comecei a julgar cada musica que eu escutava com mais rigor e atenção. É como ler um ensaio filosófico...Antes eu lia sem rigor nenhum, despreocupado se tinha entendido ou não. Hoje em dia, se não compreendi um paragrafo, eu volto a le-lo de novo. Se eu ainda tenho a impressão que esqueci alguma coisa, eu o leio de novo...Assim por diante...Só fico satisfeito quanto tenho segurança que posso ensinar para alguém o que aprendi. Dai, eu considero que compreendi bem aquele ensaio em questão. 

Com a musica é a mesma coisa...Ou você pode meditá-la com a devida atenção aos mínimos detalhes e nuances, ou você condenará toda a musica que ouvires a uma mera trilha sonora de churrasco, e de fato, muitas musicas merecem este destino, todavia, o metal e o jazz não! A muita coisa ali a ser sentida, analisada sobre um julgamento critico e despretensioso. 

HOMAGE FOR SATAN

Eu tinha 15 anos, meu espirito clamava por emancipação. Eu me perguntava se havia algo mais pessado que Ratos e Sepultura e se haveria bandas tão boas quanto Led Zeppelin, por exemplo.
Então eu vi o maldito homage for Satan. O clipe, que era no minimo satanico e morbido, tinha me fascinando muito - até ali era a coisa mais satanica que tinha escutado, tinha presenciado. A musica era extrema, pessada, brutal, e ao mesmo tempo, também tinha um bom solo melodico. Aquele solo genial tinha me conquistado, senti um sentimento indizivel, estava atonito e supreendido. O solo era tão bom quanto qual quer solo do deep purple ou do Led que eu já tinha escutado. 
Em outras palavras tinha encontrado o que tanto procurava e descoberto um novo mundo que ainda não conhecia: o metal e todos os seus subgeneros.


Hoje eu não escuto muito Deicide, mas devo admitir que foi uma banda muito importante que me levou a me interessar profundamente pelo metal. Eu precisava de algo que me tornasse adepto daquele mundo. 

SACRIFICIAL SUICIDE

Essa musica foi a segunda musica do Deicide que eu escutei em minha vida. Se a Homage for Satan era blasfemica, essa era literalmente satânica. Era uma das musicas que minha mãe mais odiara. Escutava direto.  Era lei escutá-la...Era terapêutica, pois com ela eu exorcizava todos os "demonios" que residiam dentro de minha consciência. Onde eu sacrificava toda a enfermidade e futilidade que recedia dentro de meu espirito. Onde eu pegava a minha adaga e esfolava qual quer futilidade que me atormenta-se.

A musica é bem simples, e até mesmo tosca, mas ela me fez muito bem nesses anos todos...Um verdadeiro sacrifício onde você pode sacrificar até as piores enfermidades em seu ser. 


Aos poucos Deicide perdeu lugar para outras bandas do genero, como Morbid Angel e Death. Por muito tempo eu considerava o Deicide como a "melhor banda de Death Metal"...Bom, agora ela fica atrás de Behemoth, Morbid Angel, mas eu prefiro Deicide do que Cannibal Corpse ou Six Feet Under. Debauchery é outra banda interessante, todavia, me lembra muito SFU. 

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Quarta surreal - Wheels of confusion, War Pigs, Eletric Funeral e Supernaut.

Meu plano era postar alguma musica do primeiro album do Black Sabbath, todavia, eu não sabia qual musica colocar e seria injustiça disertar sobre uma musica e não disertar sobre o album inteiro, pois o album é extraordinário e nenhuma muisca poderia ser desvalorizada ou negligenciada. Por esse motivo, eu decidi postar mais futuramente um post dedicado apenas ao debut da banda de Ozzy, Iommi e cia. 

Escolhi musicas de dois albuns fodidos do Black Sabbath para postar na Quarta Surreal: Paranoid e Vol.4, dois albuns que tiveram uma grande importancia em minha jovem e vil existencia. É claro que o Quarta Surreal veio meu atrasada esta semana, mas foda-se...

Wheels of Confusion - Vol.4

O que dizer da primeira musica de heavy metal que eu ouvi? O volume 4 era o unico cd que meus pais tinham do Black Sabbath, eu me lembro da capa estranha que parecia uma fantasma de manto laranja. Meus pais ouviam esse CD de vez enquando em minha infancia, mas só foi aos 11-12 anos que eu começei a me apegar ao album e me indentificar com ele...Wheels of Confusion era a musica que era o que meu espirito aclamava...Era do que o meu espirito necessitava...Uma musica que sempre teve um significado muito forte para mim...Naquela epoca eu não me focava tanto na parte intrumental da musica, mesmo assim me fascinava pelo fato da musica ser divida em tantas partes diferentes e com riffs interessantes. Ela era muito bem construida e a impressão que dava é que eram 2 musicas dentro de uma só.
Vamos ver...O solo do começo, repleto de bends extraordinários...É um solo que pode proporcionar felicidade para um pessoas desanimada, iludida ou enferma. É até um antidoto para a alma violentada pelo desânimo. A primeira parte tem aquele riff fodido, bem heavy...Depois tem a ponte para a segunda parte, uma contruida por efeitos parelelos ao riff...A terceira parte é uma musica a parte...Um solo mais lento, mas que não decepciona...Em outras palavras, a musica é fodida.
 Essa musica era a minha unica amiga na epoca. A unica forma com que meu espirito conseguia se emancipar por algum momento do universo opresivo pelo qual eu estava rodeado. Mas o que era essa musica afinal? Meu refugio? Meu mundo acolhedor repleto de frases interessantes e riffs fodidos? Só sei que é uma musica muito especial, uma musica que não perde seu valor e que resiste a dura batalha contra o tempo e o esquecimento. Uma musica assim não pode ser ignorada. Iommi não poderia ter composto coisa melhor para abrir o album!


War Pigs - Paranoid

Eu tinha 13 anos...Já não estava satisfeito com o Vol.4 pois eu tinha covicção que o Black Sabbath divia ter produzido um outro album tão bom quanto o Vol. 4, ou até melhor. Convenci os meus pais a comprarem Paranoid. Ouvindo já a primeira musica, eu tinha me convencido que tinha valido cada centavo gasto naquele cd...War Pigs...Era como a Wheels of Confusion, só que mais lenta e com riffs mais simples. Era uma instrumental muito forte e impactante. Eu até tentava cantar junto com Ozzy, todavia meu ingles naquela epoca era uma merda - my english today is a fucking shit too, but...Who cares?
A musica perdeu seu valor ao longo do tempo, mas eu lembro como ela tinha me fascinado naquela epoca. Uma das musicas que ouvi por 2 anos direto. Eu gostava muito dos primeiros versos, com poucos acordes, com uma presença maior do vocal do Ozzy e da bateria de Ward. A introdução é excelente... Um excelente riff de baixo e o dueto da guitarra de Iommi com o canto das sirenes...Algo sublime que serve como retrato daquela epoca onde o mundo assistia indiferente ao que o capitalismo ianque era capaz de fazer para converter o Vietnã em seu servo e escravo economico. Sabemos que os EUA teve que aprender que nem todos os paises do mundo se submeteriam a sua repugnante enfermidade. .


Eletric Funeral - Paranoid

Até ali eu ja tinha ouvido Planet Caravan e Iron Man. A planet Caravan tinha me lembrado Pink Floyd pois era uma musica bem psicodelica, muito viajada - boa musica para se ouvir de noite. Mas o que me supreendeu foi a Iron Man. Eu ja tinha a ouvido antes, mas eu não sabia o seu nome. Foi a procura da musica Iron Man que eu comprei o Paranoid. 
A musica que mais me impresionara foi Eletric Funeral, pois tinha sido - sem exagero nenhum - a musica mais morbida que eu tinha ouvido!
Aquele riff simples e com wah wah dava sempre a impressão que eu estava num cemitério amaldiçoado quando a ouvia.  É literalmente um funeral elétrico, como sugere a musica...Não poderia ter um funeral completo sem ter essa musica em seu repertório!


 Supernaut - Vol.4

Supernaut é aquela musica contagiante, que não se parece nem um pouco com as musicas mais sombrias do Black Sabbath nos dois primeiros albuns. Supernaut é o reflexo da mudança de direcionamento da banda, que a cada vez mais ousava explorar elementos psciodelicos do que morbidos. Nos albuns seguintes se percebeu essa tendencia cada vez mais psicodelica no som da banda (Sabbath Bloody Sabbath, Sabotage e Technical Ecstasy). Eu particularmente gosto de ambas fases da era Ozzy, tanto a morbida quanto a psicodelica. Com a saida de Ozzy e a entrada de Dio, o som do Black Sabbath ficou mais melodico e o som do Black Sabbath permaneceu melodico depois da entrada de Tony Martin (para mim o Headless Cross, album mais famoso com ele, é uma merda...Aquilo não é Black Sabbath, é um Power Metal horrendo, frescurento...). O unico dos vocalistas depois do Ozzy a trazer o Black Sabbath as suas raizes foi Ian Gillian, responsavel pelos vocais em Born Again. Thrashed e Zero The Hero são as minhas favoritas, são duas musicas que são verdadeiras musicas de Hard Rock.

Voltando a nossa musica, devo dizer que é recomendavel ouvi-la quando você viajando num carro...Sinta a liberdade passar pelos seus ouvidos e adentrar no seu espirito...Levante os braços e sinta o vento batendo contra seu corpo. Supernaut fala exatamente disso: liberdade individual. Um ode ao andarilho, que, sem religião ou amigos, vive convicto de suas proprias virtudes, de seu caminho incorruptivel que não fora imposto por nenhuma entidade acima dele mesmo...Supernaut, depois da Wheels of Confusion, é a melhor musica do Volume 4. Altamente recomendado para aqueles que querem ouvir musicas estimulantes e "felizes", ou serem possuidos pela atmosfera "hippie" dessa musica. 




segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Um anti-ensaio de devaneios

"Enquanto as pessoas querem dinheiro e fama, a unica coisa que eu quero é atravessar um rio e desafiar a mim mesmo. Só a coragem pode me diferenciar dos outros"

AVISO: Então este post é non-sense. É propositalmente sem sentindo e sem pretensões. Não escrevi aqui uma síntese sobre a ontologia de Heidegger ou algum ensaio sobre novelas. Este espaço não é recomendado para padres, cavalos, rinocerontes e centauros comunistas.

Porra, tava procurando uma imagem para postar...Ta aí...

Eu tenho a ideia de construir uma banheira que ande a 60 km por hora e gaste 20km por litro. Isso não vai ficar restrito a minha mente insana. Não será mero delirio, se concretizará, escreva o que eu digo!

Quando me projetei no futuro, eu me vi, com 50 anos...Cabeludo, imoral, sem pudores, professor de filosofia...Um errante andarilho e vagabundo que usa uma bata medieval ou iria para a universidade só com bermuda ou roupão em minha banheira motorizada.

- Porra, meus caros, eu acordei hoje, vesti esse roupão...Sabe quando uma roupa fala com e você acaba indo na conversa da desgraçada? Quer dizer, o roupão e eu se tornamos bons amigos...Bom enfim, foda-se...


Outro anseio é viver em uma sociedade em três ilhas distantes e longinquais em São Francisco do Sul. Até conseguirmos sobreviver apenas da agricultura auto-sustentável, iremos expropriar da sociedade do consumo alguns de seus pertences - tal como alimento. 
Libertarei Itapoá das garras dos veranistas e devolverei a seu povo. Cambiju e a Barra do Saí serão bairros agrícolas e o Paessi será um bairro envolto por uma floresta de pinheiros. Há vantagens em ter esses bairros agrícolas tão próximos de uma zona urbana. Para competir com os produtos agricolas vindo de fora, barateava os preços da produção agrícola local. Resultado: todo o comercio local iria comprar produtos agrícolas locais e ainda trabalhariam nessas comunidades agricolas auto-gestoras pessoas de Itapoá mesmo! Seria uma cidade auto-sustentavel e não seria apenas um motel para os veranistas como ela é hoje. 

O vagabundo do peace and gore no enem

Era uma vez, um homem, que depois de dois anos de peregrinação pelo sul do país, decidiu finalmente tentar a sorte no Enem. Quando ia entrar na sala, ele tinha sido imediatamente censurado pelo fiscal.

- Antes de entrar o senhor deve mostrar o seu RG e o comprovante de ensalamento.
- Eu ja não tenho RG há pelo menos 3 anos e que aconteceu aqui, amigo, é que eu fui escolhido por esta sala. Essa sala me escolheu sem o consentimento de ninguém alem dela mesma - respondeu o eremita.
- Como senhor?
- Veja bem...A sala falou comigo, ela quer que eu entre dentro dela. Se uma mulher lhe tivesse o mesmo desejo, você recusaria?
- Bem, eu...
- Veja, esses alunos vão fazer a prova dentro do útero desta sala de aula. Depois de 5 meses que se passaram em 5 horas, nós nasceremos de novo por essa porta onde nós entramos...Doce porta...Nunca houve vagina tão interessante como essa...Feita de uma bela madeira - disse o eremita acariciando a madeira da porta - Ela gosta que eu a excite...Enfim, essa sala dará muitos filhos, mas poucos serão os verdadeiros eleitos...
- Certo, senhor...Sinto dizer que não poderá fazer a prova...
- Que triste, mas eu não vou contradizer a vontade dessa sala de aula.
- Se o senhor insistir, terei que pedir que se retire.
- Por que tanta formalidade? Só sou um simplório vagabundo.
- Não importa quem você seja, sem documento de ensalamento e RG você não fará a prova.
- O que importa não é a porta, mas essa sala pela qual me apaixonei, sabe? É nessa sala que tá o amor...Estava quase me esquecendo, eu trouxe comigo a minha tequila, você não sabe como foi dificil adquiri-la (depois de ficar 1 ano e 8 meses sem dinheiro nos bolsos ou nas mãos). Ela não é uma fonte de consulta, porem te deixa mais esperto e creio eu que você não irá impedir que um homem deguste de sua bebida num momento como este. 
- Não é permitido bebidas alcoolicas!
- Essa sala de aula não concorda com isso...
- Essas regras foram estipuladas pelo Ministério da educação e não por uma sala de aula que você acha que fala com o senhor.
- Bom, há os fiscais que você acha que existem e as universidades que você acha que levam a virtude. Eu me despeço da minha querida sala, você não mudou muito, caro Guilherme Heinz...
- Como sabe meu nome?
- Todos me conhecem como Tim Rover, mas você deve me conhecer pelo meu nome de batismo academico: Professor Pedro Augusto Oliveira, o "pedrão barbudo". Seu antigo professor de História. Eu lecionava também Filosofia na PUC...Bom, isso antes de eu me emancipar. Mas agora eu quero voltar a lecionar de outra forma, quase como um pregador...Eu só vim aqui rever a sala de aula pela qual eu lecionava no passado.
O fiscal tinha ficado atônito, em nenhum minuto tinha reconhecido seu ex professor.
- Boa prova, seres medíocres que viso moldar num futuro proximo - gritou o eremita antes de se retirar daquela Universidade. 

Para fechar este post com chave de latão enferrujado:
Um dia eu ia postar isto...

ou isto...




sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Links de outra dimensão


Os links de outra dimensão era para ser um espaço semanal contendo links de outros sites e blogs, todavia, meu empenho de postar toda a semana e a quantidade não muito fértil de bons links tornou inviavel esta tarefa. 
Ao afirmar isso, eu posso estar sugerindo que: os blogs que acesso são mediocres e que a internet é um mundo paralelo preenchido com futilidades que me entretêm, ou que o blogueiro que vos fala é um vagabundo incopetente que, embora tendo muito tempo livre, diz não estar disposto a manter um quadro que ele dizera que era semanal. Bom, não devo nenhuma fidelidade enquanto a frequencia que será postado os Links de outra dimensão...Não serás um espaço semanal, mensal, anual...Será um espaço sem uma frequência estabelecida. Alguns verão isso como algo revolucionário, outros verão como a obra mediocre de um vagabundo, mas já os presenteio com links que você não encontraria nos blogs mais famosos na blogosfera (campinaremos, não salvo, sedentário hiperativo...) 
Compartilharei com vocês alguns artigos filosoficos que li - ou tentei ler - nesses últimos dias, alem de artigos de temas diversos, ou videos. 

As melhores cenas de improviso
Critica sobre Borat
A banalidade do mal de Hanna Arendt
Heidegger
Herodoto
Leis ianques sobre as mulheres
Metal com acordeon (bom para beber até cair)
G.G Allin
Escritos Historico politicos de Kant
Disputa de profetas
Freud