quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Quarta surreal - ode a triplice aliança

Sendo a primeira Quarta Surreal do ano, falarei de duas musicas muito especiais que conheci a pouco tempo atrás. O led Zeppelin está entre as três bandas que mais admiro no mundo. Se tivesse que escutar pelo resto de minha vida 3 bandas, elas seriam o Bathory, Death, e o Led Zeppelin. Não que não existam bandas excelentes alem destas, mas as primordias, as essenciais ao meu ver são estas 3. São estas que me completam e são estas que escuto com mais frequencia. Talvez eu chegue no momento em minha vida que estarei feliz em só escutar essas 3 bandas. Estas 3 bandas compõem os fundamentos do meu ser musical. O que seria de mim sem Bathory, Death ou Led Zeppelin? Um pagodeiro talvez, mas vamos a musica sem mais delongas...

OVER THE HILLS AND FAR AWAY


O andarilho está deixando novamente outra cidade que o recebeu com tanta hospitalidade e olha para as montanhas ao longe...O horizonte o chama e ele não o desobedeçe pois seu unico amo e senhor é O destino que faz os seus pés sairem do lugar. A musica o motiva a andar por 30 milhas e a subir aos tortuosos caminhos que levam ao topo da grande montanha. De lá era possivel ver uma grande floresta no pé da montanha e ao longe o oceano. Por 5 dias perigna sozinho por aquela floresta escura já muito longe da cidade que deixara pra trás.

THE OCEAN



Depois de 5 dias sobrevivendo apenas de pão e charque, o andarilho chega a praia e o oceano parece maior do que era quando o admirava no topo da montanha.  Ele decidiu que os dias de andarilho errante tinham terminado e decidiu se tornar um pirata. Juntou a sua tripulação e navegou pelos 7 mares até desaparecer. Desde daquele dia que deixou o porto ninguem mais ouviu falar dele.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Voimasta ja Kunniasta - Moonsorrow

O apicie do trabalho desta banda. Um marco na historia da musica neste novo seculo! Existem apenas resenhas em ingles sobre este album, entao, me permitam redigir a primeira em nossa lingua natal - se souberem de uma resenha em portugues, deixe um comentario. 

Entre a elite do folk pagan metal estão as bandas Korpiklaani, Arkona, Manegarm, Bathory, Falkenbach, Moonsorrow e Windir. O que há de tao extraordinários nelas? O que me levou a admira-las? Neste post vou me limitar a falar do Moonsorrow e creio eu que minha missão na terra terá sido comprida se eu ter redigido as resenhas destas 7 bandas.

Enfim, vamos ao album...


Voimasta ja Kunniasta é o segundo album do Moonsorrow lançado no ano de 2001, o que tudo indica foi um ano memoravel para a banda. No começo do ano ja tinham lançado o Suden Uni, que seria o melhor album da banda se não fosse o Voimasta.Voimasta ja Kunniasta é o que podemos chamar de um trabalho transcendental e extraordinário, onde cada musica tem vida própria e cada musica nos envolve  de uma forma inacreditável. O álbum não perdoa...Apos a bela introdução, começa o hino de guerra: Sankarihauta - que em finlandes quer dizer "A sepultura do guerreiro". A impressão eh que você esta na pele do guerreiro, ou que a bela melodia faz a sua historia ecoar em nossa imaginaçãao. Sentimos a gloria, a determinação em cada passagem melódica, em cada mudança de ritmo. Uma musica que motivaria qual quer um antes de uma batalha contra as hordas cristãs no outro lado do campo de batalha.
A musica não é um funeral só de um guerreiro em especial, mas eh um funeral de todos os homens gloriosos que deram a sua vida por suas familias, pelos seus vilarejos, e pelos seus deuses na terra dos fiordes pagãos.

Kylan Paasa é uma musica que não é menos gloriosa que a anterior. Diria que ela e até mais bem trabalhada, tendo mais passagens melodicas em seu cerne. Destaco essa musica por seu acordeon que acomete a nossa mente que já esta encantada e estupefata pelo poder desta musica.

Hiidenpelto não é contemplativa como as outras. Vamos dizer que ela é mais sombria e soturna. Uma musica que inspira os homens a caminharem pelas montanhas quando elas são possuidas pela escuridão da noite, onde a lua cheia é a unica iluminação que você possui.

A musica Aurinko ja Kuu (O sol e a lua) começa como uma linda balada que se ouviria num vilarejo em festa. Então a musica se torna épica pois tem este direito! Aos 4 minutos começa um coral que vai se repetir outras vezes na musica. Daqueles canticos que se ouvem de jovens e velhos nas tavernas pela escandinavia...Enfim, eu considero essa musica como a mais fraca do album...Mas até a musica mais fraca do album é extremamente sublime e bela...Isso para mim é inacreditavel.

O epilogo do album é o um dos momentos mais belos e sublimes...Uma embarcação reduzida ao carvão flutuando no mar calmo da manhã. Podemos ouvir a frase melodica do começo e as ondas batendo nas rochas...Um epilogo que merece ser lembrado até que as ruinas de nossa civilização se reduzam a pedras irreconheciveis! O primeiro riff merecia ser reproduzido por violinos e por orquestras inteiras, digo isso sem o medo que minhas palavras se convertam num exagero abominavel.
Se esta musica não o incentiva a lutar num campo de batalha, ela o faz admirar o passado dos guerreiros nordicos que deram o sangue por sua terra. A batalha em Sankarihauta já terminara, agora é o momento de ouvir os anciãos já que a terra há muito fora batizada pelo sangue de nossos irmãos e inimigos.

Então, o baixo declara a minha despedida. O vulto, o fantasma que ouve e escreve. O album assim termina e eu me perco no horizonte.

Baixe e se perca no horizonte

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Death - Individual Thought Patterns

Eu tinha prometido a resenha do Symbolic, todavia, este album me inspirou mais nestes ultimos dias.


O individual é um album carregado por questões filosoficas, com letras contemplativas e intrigantes. Um album com um carater existencialista eu diria...Tudo no album me alegra...Me impressiona. Os riffs de jazz que deixam as musicas mais interessantes, como também o baixo e a bateria. Com riffs geniais de jazz contrascenando com excelentes passagens rapidas e extremas alem de letras profundas e filosoficas, o que nós temos? Uma obra de arte transcendental, no qual, nem o tempo é capaz de corroer.

Há melodias bonitas, que chegam até ser alegres, todavia, não deixa de decepcionar qual quer amante do Death Metal. É o que sempre digo: o que as bandas melodicas não conseguem fazer é melodias boas, que não sejam nocivas ao espirito. Não atinge seu unico intento, cujo o death metal, black metal e o folk conseguem fazer com uma naturalidade impressionante.

O album já começa com a excelente Overactive Imaginantion...A primeira vez que ouvi o primeiro riff, eu enlouqueci. Lembro que ouvia as tres primeiras musicas desse album quase todo dia. O primeiro riff é contagiante e me deixa extremamente feliz e contente em aprecia-lo. Se nesta musica dá para sentir o jazz, a In human form é praticamente um jazz mais pesado. Algo que você poderia ouvir num cafe de jazz/blues, todavia escuta no album do Death. Um jazz com pedal duplo? Bom pra caralho! Gosto muito do riff que parece ter vida propria e correr como um animal livre e solto pela minha mente em decomposição. Um riff bem jazz...O jazz tem um poder que me fascina.
Jealousy era a musica que eu ouvia sempre antes de ir a escola. Incentivo maior que esse não tinha, acredito. O baixo distorcido é uma coisa que fascina na musica...Dá uma atmosfera peculiar a ela...
O baixo no album inteiro é muito bom. Eu não tenho medo de dizer que esse album atingiu o virtuosismo, pois, o destaque vai para todos os intrumentos.
A nothing is everythin merece destaque por sua melodia erudita - se o jazz não fosse o bastante para tornar esta obra sublime.
Mentaly Blind é uma musica bonita, triste, soturna.
Individual Thought Patterns tem um fraseado de jazz bem alegre no meio da musica. O restante da musica é também muito interessante, diria...Com riffs que nos atingem como golpes de martelo. Frases de jazz tem esse poder...
A destiny é uma musica que me indentifiquei a pouco tempo. Em outrora, não tinha afinidade com essa faixa, todavia me fascinei como ela é bela...Ela começa com um arpeggio, então entra o riff pesado, sublime. O riff depois deste é lento e calmo. Até que o jazz possui a musica de uma forma supreendente. Peguei este riff. Ele não é rapido, ele não é tão complexo ou dificil, mas sublime...Schuldiner era muito filha da puta...Admiro a criatividade dele para criar algo tão forte a ponto de eu querer voltar a admirar a musica - que estava desprezando atualmente.


A  Out of Touch tem talvez uma das frases mais alegres. Lembra até uma melodia egipcia aquela porra...É dançante, hipnotizante...Faz bem para o espirito alegre e discontraido.

Para terminar o album com glória, nos temos a extraordinária Philosopher, que para mim, é a condenação, em forma de musica, ao idealismo extremado de Platão e outros idealistas. Não preciso dizer é claro que a instrumental está ao nivel das outras faixas do album e que quando a musica termina, nosso espirito se sente satisfeito de ter se realizado numa grande obra.

Donwload dessa grande obra

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Pequeno ensaio sobre a musica

Vou compartilhar com o mundo a introdução deste meu trabalho q estou desenvolvendo...

Meu anseio era de desenvolver um juizo objetivo que tivesse validade dentro do mundo da musica. A musica tem uma verdade estável? Ela pode ser entendida por um juizo objetivo que compreenda sua totalidade?

Baseado nessas perguntas, eh que eu comecei a tecer este pequeno trabalho. Se não for possível estabelecer um juizo objetivo para julgar a musica, posso dizer que a importância deste trabalho esta em demonstrar que muitas pessoas não tem critério algum para julgar a musica. E o que isso significa? Significa que estas pessoas tem a forte tendencia de ouvir qual quer coisa que se apresenta a elas externamente sem se preocupar em meditar sobre as musicas que escuta. O trabalho visa também demonstrar como a musica foi desvalorizada aos longos dos anos e principalmente nesta ultima década. Nao posso deixar também de demonstrar como cheguei a conclusão que a musica foi reduzida a mais impia mediocridade e como existem ainda músicos que a valorizam de alguma forma.


Posso definir uma pessoa apenas pela musica que ela escuta? Eu creio que sim. Outra pergunta que aflita a muito tempo: o que leva alguém a ouvir musicas tao baixas e banais como sertanejo e pagode?
Por que isso envolve as pessoas? A indiferença total pelo trabalho de grandes músicos que deram a vida pela musica também me intriga profundamente. O que é a musica? Algo que você coloca como trilha sonora para churrasco? Como trilha sonora para um vil ritual de acasalamento numa balada? Se a musica fosse isso músicos de todo o mundo poderiam compor apenas musicas para churrasco e balada, mas sabemos que isso não ocorre...
É preciso antes dar um sentindo, um significado a musica. A desvalorização da musica ocorre quando não me preocupo em conceber um sentido para ela. A musica eh uma forma de nos expressarmos no mundo, quer dizer, nos expressamos no mundo enquanto existimos, o que sugere que a musica seja a expressão do ser enquanto ser. Sendo assim, posso definir um homem e conhece-lo apenas pela musica que escutas.

Se fundarmos um conceito universal que tenha validade na musica e este conceito focase na intrumental ao invez de rostos bonitos e letras pateticamente sentimentais, desconsiderariamos muitas coisas que considerava-mos, até aqui, como musica. Seria uma verdadeira funil, se é que você me entende...Só sobraria o que realmente podemos chamar de musica, aquela que é benfazeja aos ouvidos e alma ao invez de corrompe-la. A legitimidade deste conceito, deste critério universal para julgar a musica, nos garante também a legitimidade da musica em si.

Minha proposta é que o nosso modo de conceber e julgar a musica deva se regular por um critério simples: a instrumental. Esse critério requer que eduquemos nossos sentidos para perceber o baixo, o vocal, o violino, a guitarra. Então, o que seria uma musica boa? Aquela que possui uma boa instrumental. O que é uma boa instrumental? A boa instrumental não é necessariamente complexa, mas sim, bem construida. Desde daquele solo de baixo que nos supreende até o solo mais inacreditavel ou simples, a instrumental é a essencia da musica. Poucos estilos - alem do Metal e do Jazz - me surpreenderam no que concerne a instrumental que é peculiar a estes estilos. Isso já é um fato importante para começar este trabalho.
Alguns estilos não tem nenhuma instrumental e não visam a virtuosidade. São essencialmente toscos e vulgares. Chegam até a desprezar a instrumental adicionando um sintetizador ou um vocal qualquer. São vazios. Não levam a experiencias transcendentais...Não inspiram, não proporcionam experiencias indiziveis e maravilhosas. Não enriquecem a nossa mente e nosso expirito.
A musica que não me estimula, não proporciona experiencias sublimes, não é uma musica que deva ser considerada.  Essa é um das grandes virtudes que eu compactuo. Se não é uma virtude sua, creio que jamais me compreenderia.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Death metal atual

O death metal atual me impressionara muito e continua me impressionando.

Sua fusão com outros estilos, seu foco em ousar inserir passagens melodicas ousadas, alem de adicionar tecnicas que não eram, até aqui, peculiares ao estilo, tornaram o death metal atual um estilo que merece a nossa atenção e respeito.

Meu destaque vai para estas bandas: Decapitated, Behemoth, Dying Fetus e Suffocation. 

Demonstração de minha tese:

Para demonstrar a tese que o death metal está vivendo um momento de ascenção e não de queda, é necessário demonstrar como cheguei a esta conclusão. Pois bem, estes exemplos a seguir servirão como uma demonstração elouquente de meu juizo positivo do death metal, juizo este que transcendeu a mera opnião, pois eu posso demonstra-lo.

 Dying Fetus - Your treachery will Die With You

Você pode detestar death metal, odiar gutural, pedal duplo, e até sair correndo quando escuta uma musica com distorção, mas desprezando essas questões subjetivas, é importante admitir o talento desses filho da puta. Com a tecnica e a virtuosidade que ostentam, poderiam fazer qual quer tipo de musica. O que impressiona é a velocidade e constancia dos sweeps, como também a estrutura da musica, que não é obvia. O que seria uma estrutura de musica padrão? Aquela que é verso, refrão, verso, refrão, solo, refrão de novo...Bom, esta musica está estruturada com diferentes passagens de tempo e riffs interessantes. Impressiona o modo como eles mudam de riff, que é bastante natural, embora adrupta. Essas mudanças repentinas de ritimo se dá logo aos 30 segundos da musica.
A musica fica com outra face logo aos 1:10. E então, 10 segundo depois, começa a maratona de sweeps, caracteristica que tornou a banda famosa. 
Inevitavelmente os sweeps deixam a musica mais melodica, o que não é problema,  pois, o death metal soube bem usar essas melodias.
Volto a dizer que, pela diversividade de frases, melodias usada nesta musica, ele transcende o thrash metal, que se limitou - muitas vezes - a uma estrutura previsivel em suas musicas. Esta estrtura não é problema, é claro, se você usar vários riffs em seus albuns ao invez de usar quases os mesmo no album inteiro - outro problema que encontrei no thrash metal. 

Suffocation - Pierced from Within


É estranho dizer, mas essa musica me lembra um bom jazz, só que bem mais brutal. Não é dificil descobrir que um dos critérios que eu considero muito a julgar uma musica é a diversidade das passagens de tempo, melodia...Se a banda satisfaz esse critério, é sinal de um bom entrosamento entre seus integrantes, pois construir uma musica repleta de mudanças de melodias e riffs com tempos diferentes não é possivel sem entrosamento. O entrosamento é uma das coisas que mais valorizo numa banda. 
Tudo me encanta nessa musica: bateria, riffs criativos e que fazem bem ao espirito. 
Essa musica tem riffs que lembram um colapso nervoso causado por uma influencia subterranea de Jazz, e eu gosto disso...
Pierced from Within é um album recomendadisimo para quem esta disposto a apreciar um bom death metal. É claro que é importante salientar que Suffocation não é uma banda que podemos chamar de "nova", todavia, eh uma banda que segue evoluindo de album pra album até os dias de hoje. Quer dizer, até as bandas antigas continuam a desempenhar um importante papel na musica extrema. Algumas delas, se convertem ao novo death metal, mais tecnico e virtuoso, salvo algumas excessões (como o Morbid Angel).

Decapitated - Spheres of madness

Decapitated era uma banda que eu não me indentificava no passado. Todavia, começei a ama-la e aprecia-la. Me fascinei pelo fato de que a maioria dos integrantes da banda não terem nem 20 anos quando eles lançaram o primeiro album em 2000, o Winds of Creation. O album é monotono, todavia, ja demonstrava o talento que aqueles musicos estavam desenvolvendo. E eu, quase com essa idade, só consigo compor musicas toscas e podres, enquanto esses filha da puta fazem um album de death metal tecnico? Vá se foder! É quase inacreditavel o que eles fizeram e o que eu não consigo fazer...Mas enfim, deixando comparações iludicas de lado, voltemos ao assunto principal...
Dos albuns que mais me interessaram nesta banda polaca, foi o Nihility de 2002. Essa musica, em especial, tem um riff muito interessante. A intro de bateria é excepcional, um show a parte de Vitek. O segundo riff sempre me lembrou uma melodia erudita executa por uma guitarra ao invez de um violino ou guitarra flamenca. 
A musica em si é monotona, pois só tem 3 ou 4 riffs...Mas já a criatividade desses dois riffs do começo me chamaram bastante atenção. O trabalho da banda é fiel a esta sonoridade. Percebe que a intrumental é o grande foco dessa banda, o que me orgulha pra caralho.
Baixem o Nihility e cuidado com o novo album. Embora a tendencia do death metal é evolir cada vez mais, tem bandas que blasfemam...Infelizmente, depois da morte de Vitek, o decapitated se tornou um Nu Metal nojento. O decapitated morreu com o seu baterista...
Bom, enfim, farei uma resenha do nihility em breve. 

Behemoth - Ov fire and the void 

Se o Decapitated era uma banda fodida, seus compatrias não são menos tecnicos e virtuosos. O Behemoth, que em outrora era uma banda tosca de black metal como as outras do estilo, evoluiu ao aderir ao death metal. Demigod, Apostasy, grandes obras do death metal mundial. Behemoth descobriu que melodias não nocivas, mas que, na verdade, essenciais no processo de composição.
Nergal é um guitarrista que respeito pra caralho e Inferno é um dos melhores bateristas do mundo. Gosto do tema lirico do Behemoth que é voltado para a historia antiga, como tambem, é claro, as letras declaradamente anti-cristãs. 
Essa musica do novo album é muito bonita como a lucifer. Ambas são lentas, pessadas e morbidas.
A musica é uma refezamento de riffs melodicos e extremos. O uso de tremolo picking é uma tecnica que enriquece a musica, talvez, algo que eles herdaram quando eram uma simploria banda de Black Metal. 

Essas bandas e muitas outras, são bons exemplos que o Death metal está passando por uma boa fase. Se você conhecer uma banda que seja similiar a estas que postei, ou tão brilhante quanto, se manifeste nos documentários!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O pagão


Divulgo aqui um pequeno texto que escrevi a um tempo atrás e que salvei do esquecimento. Um dos poucos artigos meus que eu salvei, pois, muitos textos que escrevi ja se converteram em cinzas e se esfaneceram no fogo de todas as costelas de chão que eu fiz. 
É claro, não passavam de desabafos, o que não me interessou em mante-los. 
Este texto eu escrevi a alguns meses atrás, fiz so algumas modificações visando a sua estetica.

Vejo no pagão uma forte comunhão com a natureza - os seus deuses são metaforas desta comunhão! Esta comunhão é reflexo de um povo que tem desconfiança, aversão e desprezo pelo celibato, pela castidade e pelo sofrimento. 
Vejo no pagão a liberdade, o orgulho, e não o arrependimento. 
Enquanto que o pagão bebe hidromel despreocupado, o cristão se arrepende de ser humano como se isso fosse um pessar e uma objeção. 
O pagão tem orgulho de estar vivo enquanto o cristão só almeja uma vida que lhe prometeram depois da morte. 



domingo, 18 de dezembro de 2011

Links de outra dimensão

Essa pode ser a ultima postagem deste ano segundo o calendário cristão. Enfim, segundo o calendário q eu criei - o calendário de inverno - estamos no meio do ano de 72. Enquanto o mundo não conhece as minhas obras - q nem saíram do papel - não eh relevante estender uma discusao sobre mim...


Descartes e Hume
Filmes de Tim Burton
Ensaio sobre a violencia nos games
Solucao definitiva entre a ciência e a religião
Nua nas ruas de Barcelona
Guerra dos farrapos 
Jazz numa barbearia
Mais jazz: Marcus Miller
Paco de Lucia 
Celtas 
A condição humana

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Quarta surreal -The Philosopher e Symbolic.

Treze de dezembro de 2001, o mundo perdia um dos seus melhores compositores e guitarristas: Chuck Schuldiner. A nefasta data coincide com o aniversario de meu pai. A data de 10 anos da morte de Chuck Schuldiner merecia uma Quarta surreal antecipada em sua homenagem.

O que me impressionou em Death foi a genialidade de Schuldiner em conciliar, com uma precisão incrivel, riffs de jazz e frases neo-clássicas com um Death Metal poderoso e viril. Ele conseguiu conciliar o erudito com o extremo, só por isso, já tenho uma consideração enorme por Schuldiner. Bandas como o Vital Remains e o Death fizeram verdadeiras sinfonias extremas...Vale lembrar que a musica Deschristinize merece uma quarta surreal sobre ela...

PHILOSOPHER

O que falar de uma musica chama "O filosofo"? O Death também não decepciona ao que concerne aos temas líricos...A musica nos faz uma pergunta, tao simples que eh capaz de nos fazer despertar de nosso sono profundo: "Você vê o que eu vejo, sente o que eu sinto?". A musica nos leva a indagar, por um instante, a legitimidade do julgo de nossos sentindos, o foco da filosofia helênica. 
O primeiro riff apos a introdução eh impactante, intenso...Parece que o riff golpeia nossa consciencia com um martelo...Literalmente, nos prepara para sentir o restante desta grande obra...Sem mais e nem menos, a musica se torna mais densa e reflexiva...E então, Schuldiner condena os antigos idealistas, assim como Nietzsche o fez.


SYMBOLIC

Uma musica impressionante, pois Schuldiner conseguiu sintetizar uma sinfonia, que duraria 6 horas em 6 minutos. Uma "pequena sinfonia" podemos dizer assim...
Eh um revezamento entre riffs melódicos e lentos e riffs rápidos e agressivos, o que requer muito entrosamento num grupo e o que revela o talento e ousadia dos músicos envolvidos. 
O primeiro riff eh um riff bem jazz, um jazz mórbido e bonito eu diria...Os vibratos completam muito conseguindo nos levar ao orgasmo musical... Então, de repente a musica eh possuida por uma agressividade sem igual e somos surpreendidos por essa mudança abrupta e inesperável. 
Quando estávamos sendo influenciados pela violência daquele riff, a musica volta a ficar lenta de novo. Somos então presenteados por um riff simples, porem, lindo. Um riff que voce imaginaria sair da garganta de um violino e nao da distorcao de um guitarra eletrica.
A musica volta a ser tomada por uma violência sem igual, com um riff que me eh bem neoclassico...
Uma boa musica para meditar eu diria como muitas musicas desse álbum em particular. Dentro de minha tentativa para elaborar uma juízo universal na musica, o album Symbolic satisfaz todos os critérios que um album precisa ter, desde técnica a virtuosismo, como também, musicas que demonstram de forma eloquente todo o talento de seus músicos. Um album muito especial que tera um post em sua homenagem em breve.


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Dois anos q se esvaíram

Meu computador dava sinais de decadência e quando fui formata-lo, ele sofreu um derrame e morreu de morte cerebral...Com seu HD deteriorado e fodido, perdi tudo o que tinha escrito nestes dois anos, bem como, as imagens e filmes que tinha baixado.

Por um lado isso eh bom meus amigos, isso me obriga a escrever tudo de novo desde do zero, que aqui significa, escrever com mais rigor o que tinha escrito no passado. Ha algum tempo eu revisava os meus textos e se decepcionava com o que eu tinha lido, portanto, sera bom começar tudo de novo, agora que ja escrevo melhor do que escrevia a alguns anos atras. 

Enquanto as musicas, devo dizer que eu vou fazer a tao sonhada BIBILIOTECA IDEAL! Aquela pela qual eu tanto ansiava, aquele que eu não tiraria nada do lugar...Havia muita coisa na minha biblioteca antiga que so ocupava espaço, porem, não tinha nenhum valor para mim. Me sinto livre daquelas musicas que me oprimiam...Meu espirito esta livre agora, meus amigos!

Enquanto os filmes, bom, eu tenho o cinema cultura, excelente site onde cosiguirei novamente todos os meus filmes...

Enquanto a pornografia...So as fotos educativas que instigam o meu espirito e minha imaginação.

Eh tempo de meditar nas florestas, viajar pelas terras que anseio em conhecer e beber o vinho e o conhaque que merecem ser degustados.

Eh preciso meditar e apreciar as arvores em volta, enquanto que o por do sol me inspira a escrever...


Que a filosofia, a pornografia, a musica, a arte tomem novos rumos daqui para frente...Que estas se revolucionem e se renovem como as cinzas de um fenix, e que meu espirito não pereça no abismo da mediocridade eterna e silenciosa.

Nao precisei de um motivo para postar esta ultima imagem...Posso dizer q ela eh sublime...


As poltronas foram criadas para serem o trono dos pensadores...Sente, medite e se entregue aos devaneios...Bom, isto eh tudo...Nao sei se vou postar mais alguma coisa este ano...

O que me intriga eh que o trabalho de dois anos, os quais eu dediquei varias madrugadas, estavam todos contidos numa caixa de metal com uma placa de chips...

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Quarta surreal - Homage for Satan e Sacrificial suicide

Uma quarta surreal atrasada pra cacete, mas eu vos apresento uma quarta surreal em homenagem a uma das maiores bandas de death metal que já existiram: Deicide.

Deicide foi uma banda extremamente importante para minha existência. Se não fosse por ela, hoje eu ainda estaria desvalorizando a musica, pois a partir do momento que me tornei fã de Deicide, os portões da musica extrema se abriram diante de meu espirito. Foi a partir do momento que comecei a apreciar o metal que meus ouvidos se tornaram mais críticos e eu comecei a julgar cada musica que eu escutava com mais rigor e atenção. É como ler um ensaio filosófico...Antes eu lia sem rigor nenhum, despreocupado se tinha entendido ou não. Hoje em dia, se não compreendi um paragrafo, eu volto a le-lo de novo. Se eu ainda tenho a impressão que esqueci alguma coisa, eu o leio de novo...Assim por diante...Só fico satisfeito quanto tenho segurança que posso ensinar para alguém o que aprendi. Dai, eu considero que compreendi bem aquele ensaio em questão. 

Com a musica é a mesma coisa...Ou você pode meditá-la com a devida atenção aos mínimos detalhes e nuances, ou você condenará toda a musica que ouvires a uma mera trilha sonora de churrasco, e de fato, muitas musicas merecem este destino, todavia, o metal e o jazz não! A muita coisa ali a ser sentida, analisada sobre um julgamento critico e despretensioso. 

HOMAGE FOR SATAN

Eu tinha 15 anos, meu espirito clamava por emancipação. Eu me perguntava se havia algo mais pessado que Ratos e Sepultura e se haveria bandas tão boas quanto Led Zeppelin, por exemplo.
Então eu vi o maldito homage for Satan. O clipe, que era no minimo satanico e morbido, tinha me fascinando muito - até ali era a coisa mais satanica que tinha escutado, tinha presenciado. A musica era extrema, pessada, brutal, e ao mesmo tempo, também tinha um bom solo melodico. Aquele solo genial tinha me conquistado, senti um sentimento indizivel, estava atonito e supreendido. O solo era tão bom quanto qual quer solo do deep purple ou do Led que eu já tinha escutado. 
Em outras palavras tinha encontrado o que tanto procurava e descoberto um novo mundo que ainda não conhecia: o metal e todos os seus subgeneros.


Hoje eu não escuto muito Deicide, mas devo admitir que foi uma banda muito importante que me levou a me interessar profundamente pelo metal. Eu precisava de algo que me tornasse adepto daquele mundo. 

SACRIFICIAL SUICIDE

Essa musica foi a segunda musica do Deicide que eu escutei em minha vida. Se a Homage for Satan era blasfemica, essa era literalmente satânica. Era uma das musicas que minha mãe mais odiara. Escutava direto.  Era lei escutá-la...Era terapêutica, pois com ela eu exorcizava todos os "demonios" que residiam dentro de minha consciência. Onde eu sacrificava toda a enfermidade e futilidade que recedia dentro de meu espirito. Onde eu pegava a minha adaga e esfolava qual quer futilidade que me atormenta-se.

A musica é bem simples, e até mesmo tosca, mas ela me fez muito bem nesses anos todos...Um verdadeiro sacrifício onde você pode sacrificar até as piores enfermidades em seu ser. 


Aos poucos Deicide perdeu lugar para outras bandas do genero, como Morbid Angel e Death. Por muito tempo eu considerava o Deicide como a "melhor banda de Death Metal"...Bom, agora ela fica atrás de Behemoth, Morbid Angel, mas eu prefiro Deicide do que Cannibal Corpse ou Six Feet Under. Debauchery é outra banda interessante, todavia, me lembra muito SFU.