quarta-feira, 11 de abril de 2012

Quarta Surreal - Tverd

Apresento a vocês, hoje, nesta querida quarta-feira surreal (que deveria ser um quadro semanal, mas não é) falarei sobre duas musicas, uma inseparavel da outra. Duas belas irmãs criadas pela banda russa de Pagan Metal, Pagan Reign.

TVERD - VRAG U VOROT

Uma timida flauta é um suave e monumental prelúdio para o que promete vir. Os instrumentos folclores possuem uma significativa importancia no conjunto da obra, enriquecendo a musica de tal maneira que nos surpreende a naturalidade que ela se funde aos riffs emanados da distorção das guitarras. A intrumental da obra é impressionante, a esturutura da musica também. Não é do tipo de musica que tem apenas 2 riffs que se repetem o tempo todo...Há muito riffs, tantos que a impressão que dá é que a musica é como uma longa caminhada entre bosques e montanhas. Depois desta caminhada, chegamos a grande cidade fortificada no Tverd, aonde somos bem recebido com comida, bebida e festa. A musica até os 4 minutos foi uma viagem cansativa, é o momento de descansarmos e bebermos um pouco enquanto vemos os cidadãos de Tverd dançando e se divertindo. Até que são avisados de uma batalha iminente, assim a musica volta a ter ao seu ritimo de antes e o povo começa a se mobilizar, como os guerreiros a pegar as suas armas para proteger a cidade.


TVERD - POSLEDNAYA BITVA

A grande batalha então ocorre contra um inimigo que vem do leste. Como na musica anterior, a Domra (intrumento russo de 3 cordas) tem uma presença memorável no conjunto da obra. A flauta, finalmente, anuncia a tão sofrida vitória e o povo de Tverd volta a dormir tranquilo, seguro de um porvir garantido atrás das grandes fortalezas da cidade, que parece, até aqui, impenetraveis. 


quarta-feira, 4 de abril de 2012

A condenação verde


O vegetarianismo se tornou uma febre, uma enfermidade que acometeu muitas pessoas. Não vi muitos artigos contra esta enfermidade, então, resolvi escrever este. 

Sempre que faço uma costela de chão, é impossível não pensar sobre a questão dos vegetarianos e o que eles julgam como crueldade.
A facilidade com que condenam a caça e o abate de animais me impressiona, pois não estão só condenando o trabalhado do agricultor e do criador de animais, como também, uma das atividades que foram essênciais para o desenvolvimento do homem.

Com a caça, o humano desenvolveu noções primitivas de cooperação em grupo, pois foi necessário desenvolver essas noções, já que para caçar um grande animal - que poderia garantir a sobrevivencia de pequenos grupos humanos - era necessário a mobilização de todos os indivíduos destes grupos para a realização de tal tarefa. Isso representa um dos estágios do desenvolvimento das sociedades primitivas, representa também, o progresso da humanidade durante a história.
Eu não consigo ver o abate de animais e a caça como uma coisa negativa pois estas atividades, estes grandes empreendimentos, foram extremamente importantes e até vitais para a preservação do homem, como também, para as sociedades humanas. Hoje, ja não caçamos mas saciamos a demanda por carne fazendo grandes criações de animais. Isso se deve ao fato do homem ter evoluido o suficiente para criar aniamais, assim, garantindo provisões aos grupos, sociedades e comunidades a qual pertencia.
O humano não só conseguiu sobreviver e se adaptar ao seu meio, como também, foi o primeiro e o unico animal a domesticar outros animais e criá-los, com objetivo de obter carne, ovos e leite. Eu encaro isso como uma grande conquista e não como crueldade. O homem ter chegado a isso já é merecedor de honra e consideração, e não de desprezo e negação de sua propria humanidade.

Bom que argumento eles tem para condenar o abate e a caça? Sentimentalismo vil?

Bom, termino este post expondo meu argumento que recorre a história para julgar este problema:

A caça, o abate de animais e sua criação representaram dois fatores que fizeram a civilização crescer e prosperar. 
Todos os homens de um povoado primitivo, por exemplo, se mobilizavam para caçar um animal. Esta mobilização é que permitiu que o homem desenvolve-se noções básicas de coletividade e trabalho em grupo.
Mais tarde, com a agricultura, o homem começou a criar os animais em vez de caça-los, o que permitiu que ele garantisse provisões, como leite, pele e comida para os habitantes das cidades que começavam a se desenvolver. 
Tanto a caça e a criação de animais representaram momentos de progresso e desenvolvimento da humanidade, logo, concluimos que ambos representaram beneficios para a humanidade. 


sexta-feira, 23 de março de 2012

O mundo aos pés do padre

"O que aconteceu nesses ultimos dois mil anos?" pergunta uma voz fraca, dificil de ouvir. Aqueles que tem algum bom senso ainda a conseguem ouvir em meio dos gritos de padres e sacerdotes que ecoam pelos milenios.

E ela continua: "O que aconteceu com a humanidade, que em outrora bebia e festejava e que agora é uma catedral do sofrimento? Chegou-se a negar esta vida em prol de uma vida que é meramente prometida pelos lapios nefasto de um padre. O que aconteceu?" 


Nietzsche nos mostra, no aforisma 49 do Anti-cristo, como o homem foi reduzido a vil condição de servo do padre: "É preciso tornar o homem infeliz, esta foi até agora a logica do padre. O pecado, a idéia de culpabilidade e de punição, toda a ordem moral foram inventadas contra a ciencia, contra a emancipação do homem nas mãos do padre. O homem não deve olhar para si mesmo, não deve ver as coisas com razão e prudencia para aprender, não deve ver absolutamente nada: deve sofrer e deve sofrer de modo a ter sempre necessidade do padre". 
A propria metafora da maçã da arvore proibida, (compreendendo a biblia como uma fabula repleta de metaforas) é uma metafora que revala o carater anti-cientifico da religião cristã. Nada ao homem é proibido alem da ciencia e o conhecimento. Do homem buscar a ciencia é que ele mereceu o sofrimento eterno na terra e ainda teve que provar para Deus que ele era "bom" e "obediente".

O aforisma 26 do mesmo livro se foca mais profundamente nesta questão do padre...Ali ele coloca algo que achei deveras intrigante que é uma coisa que só acontece quando temos uma unica visão de mundo e esta visão de mundo é a visão cristã de mundo. O cristianismo mediu os povos e as epocas de acordo que foram uteis ou que resistiram a corrupção sacerdotal. Os povos e as epocas foram, por muito tempo, julgados por essa máxima extremamente reducionista...Eis uma grande fatalidade que acometeu o mundo.

Outra coisa que ele coloca que é bem peculiar é a vontade de Deus como sendo a mesma coisa que a vontade do padre. Quero dizer, que a classe sacerdotal usou essa pretensa vontade divina como pretexto de seus interesses e de sua prosperidade durante os milênios. Era também, é claro, para saciar a vontade de Deus, que o padre se torna-se necessário em qual quer lugar e em qual quer canto. Desde de para oficializar casamentos e até para ser mediador de enterros e funerais. O padre estava no começo, no meio e no final da vida de cada individuo. O clero reinava e gozava de sua onipresença. Não interpretemos uma heresia como uma profanação a palavra de Deus, mas antes, um protesto contra tudo aquilo que deprecia a vida e a reduz a um mero "estágio" para outro lugar...

Como chegamos a conclusão que o homem é impio e tudo que é natural idem? Não foi por vias racionais, acredito. Não há motivos suficientes para negar as paixões e os desejos. Nietzsche demonstra, ao longo de suas obras, que o pecado, a falta, foram meios que o padre encontrou para atingir a potencia. É um erro pensar que a igreja lutou contra pecado...Na verdade, o padre sempre precisou do pecado.

E como era a humanidade antes dessa grande corrupção que conhecemos como cristianismo? Bom, Nietzsche diz que havia uma sociedade dionisiaca em que até a dor era sagrada:
"Fui o primeiro que pela compreensão desse antigo instinto grego, rico e até exuberante, tomei a sério aquele maravilhoso fenomeno que leva o nome de Dionisio. Apenas na psicologia do estado dioniasiaco se manifesta o fato fundamental do instinto helenico: sua vontade de viver. O que o heleno garantia a si mesmo com o estado dionisiaco? A vida eterna, o eterno retorno á vida, o porvir prometido e santificado no passado, a afirmação da vida sobre a morte, a vida exaltada pela procriação, mediante os mistérios da sexualidade. Por isso, o simbolo sexual era para os gregos o signo veneravel por excelencia, o verdadeiro sentido profundo de todo o orgulho antigo. As particularidades do ato da geração, da gravidez, do nascimento, despertavam neles pensamentos elevados e solenes. Na ciencia dos mistérios, a dor é santificada; o esforço do parto torna a dor sagrada; tudo o que é devir e crescimento, tudo o que garante o porvir requer dor. Para que exista a alegria eterna da criação, para que a vontade de viver se afirme eternamente por si mesma, é necessário também que existam as dores do parto. A palavra Dionisio significa tudo isso. Não conheço simbolismo mais elevado que esse simbolismo grego das festas dionisiacas" (Crepusculos dos Idolos, O que devo aos antigos, af.4).


O problema que coloco aqui é que só sobrou ao homem - aquele que foi domesticado pelo cristianismo - sofrer e nada mais do que isso, quer dizer, sofrer e obedecer milhares de restrições diferentes. E onde tudo isso começou? Como o cristianismo pode ter prosperado no mundo romano, um povo que era a continuação natural da cultura helenica? Nietzsche nos surpreende de novo dizendo que Roma continuaria a existir por mais mil anos se não fosse o cristianismo, e ainda diz que o cristianismo é basicamente a invenção e a idealização de dois homens, a saber São Paulo e Platão. Platão, criou o terreno aonde o cristianismo poderia agir e prosperar ao idealizar a dicotomia entre o mundo aparente e o mundo inteligivel. Não foi dificil para os cristãos "cristianizarem" a filosofia de platão, pois ela ja contia elementos muitos similares ao que o cristianismo pregava, desda da exaltação do ideal e de um mundo que não vemos e não podemos sentir. Em Platão, chegavamos a esse mundo supra-sensivel atraves do pensamento...Para o cristianismo, chegamos a um mundo supra-sensivel atraves de uma subordinação total e incondicional ao que a igreja chamou de "vontade de Deus", que como vimos anteriormente, era na verdade, a "vontade do padre".
Tanto em Platão quanto em São Paulo, a idéia é atingir um outro mundo com poucos eleitos. O mundo em que vivemos é uma ilusão, os sentidos nos iludem o tempo todo...Só há um unico mundo verdadeiro...O reino de Deus...Este reino que é estavel, absoluto, imutavel. Por essa idéia de negação deste mundo para um outro, que não é instavel com este, é que Nietzsche, com muita propriedade, diz que o cristianismo representou uma profanação a inocencia do devir; em suma, de tudo que muda e que se transforma.
Nietszche ousa, mais uma vez...Declara que o cristianismo foi praticamente uma invenção de São Paulo, que movido por um ódio e um ressentimento hiperbolico, concebeu esta nova religião. Esta religião que se levanta em prol dos pobres e oprimidos e quer subjugar a ordem estabelecida...Divergindo da tradicional visão aristocrática de Nietzsche, acredito que apoiar e exaltar os pobres foi outro meio que o padre encontrou para chegar ao poder, já que ele tinha o numero e apoio de uma horda de pessoas. Não é claro, que o padre tivesse algum apreço pelos camponeses e plebeus, mas por que precisava deles para se glorificar. (Se você quiser ver mais sobre essa visão "elitista" de nietzsche, veja neste post).

Para finalizar esse post e não me alongar muito, me limito a dizer que estas foram as minhas considerações acumuladas nestes dias de estudo e leitura dos textos de Nietzsche, aonde li e reli várias vezes os livros o Anti-cristo e o Crepusculo dos Idolos. Claro, não me limitei a ler só Nietszche, li também Kant, Descartes, e Sartre, mas ainda não é oportuno escrever e dissertar sobre eles aqui.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Quarta surreal - ode a triplice aliança

Sendo a primeira Quarta Surreal do ano, falarei de duas musicas muito especiais que conheci a pouco tempo atrás. O led Zeppelin está entre as três bandas que mais admiro no mundo. Se tivesse que escutar pelo resto de minha vida 3 bandas, elas seriam o Bathory, Death, e o Led Zeppelin. Não que não existam bandas excelentes alem destas, mas as primordias, as essenciais ao meu ver são estas 3. São estas que me completam e são estas que escuto com mais frequencia. Talvez eu chegue no momento em minha vida que estarei feliz em só escutar essas 3 bandas. Estas 3 bandas compõem os fundamentos do meu ser musical. O que seria de mim sem Bathory, Death ou Led Zeppelin? Um pagodeiro talvez, mas vamos a musica sem mais delongas...

OVER THE HILLS AND FAR AWAY


O andarilho está deixando novamente outra cidade que o recebeu com tanta hospitalidade e olha para as montanhas ao longe...O horizonte o chama e ele não o desobedeçe pois seu unico amo e senhor é O destino que faz os seus pés sairem do lugar. A musica o motiva a andar por 30 milhas e a subir aos tortuosos caminhos que levam ao topo da grande montanha. De lá era possivel ver uma grande floresta no pé da montanha e ao longe o oceano. Por 5 dias perigna sozinho por aquela floresta escura já muito longe da cidade que deixara pra trás.

THE OCEAN



Depois de 5 dias sobrevivendo apenas de pão e charque, o andarilho chega a praia e o oceano parece maior do que era quando o admirava no topo da montanha.  Ele decidiu que os dias de andarilho errante tinham terminado e decidiu se tornar um pirata. Juntou a sua tripulação e navegou pelos 7 mares até desaparecer. Desde daquele dia que deixou o porto ninguem mais ouviu falar dele.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Voimasta ja Kunniasta - Moonsorrow

O apicie do trabalho desta banda. Um marco na historia da musica neste novo seculo! Existem apenas resenhas em ingles sobre este album, entao, me permitam redigir a primeira em nossa lingua natal - se souberem de uma resenha em portugues, deixe um comentario. 

Entre a elite do folk pagan metal estão as bandas Korpiklaani, Arkona, Manegarm, Bathory, Falkenbach, Moonsorrow e Windir. O que há de tao extraordinários nelas? O que me levou a admira-las? Neste post vou me limitar a falar do Moonsorrow e creio eu que minha missão na terra terá sido comprida se eu ter redigido as resenhas destas 7 bandas.

Enfim, vamos ao album...


Voimasta ja Kunniasta é o segundo album do Moonsorrow lançado no ano de 2001, o que tudo indica foi um ano memoravel para a banda. No começo do ano ja tinham lançado o Suden Uni, que seria o melhor album da banda se não fosse o Voimasta.Voimasta ja Kunniasta é o que podemos chamar de um trabalho transcendental e extraordinário, onde cada musica tem vida própria e cada musica nos envolve  de uma forma inacreditável. O álbum não perdoa...Apos a bela introdução, começa o hino de guerra: Sankarihauta - que em finlandes quer dizer "A sepultura do guerreiro". A impressão eh que você esta na pele do guerreiro, ou que a bela melodia faz a sua historia ecoar em nossa imaginaçãao. Sentimos a gloria, a determinação em cada passagem melódica, em cada mudança de ritmo. Uma musica que motivaria qual quer um antes de uma batalha contra as hordas cristãs no outro lado do campo de batalha.
A musica não é um funeral só de um guerreiro em especial, mas eh um funeral de todos os homens gloriosos que deram a sua vida por suas familias, pelos seus vilarejos, e pelos seus deuses na terra dos fiordes pagãos.

Kylan Paasa é uma musica que não é menos gloriosa que a anterior. Diria que ela e até mais bem trabalhada, tendo mais passagens melodicas em seu cerne. Destaco essa musica por seu acordeon que acomete a nossa mente que já esta encantada e estupefata pelo poder desta musica.

Hiidenpelto não é contemplativa como as outras. Vamos dizer que ela é mais sombria e soturna. Uma musica que inspira os homens a caminharem pelas montanhas quando elas são possuidas pela escuridão da noite, onde a lua cheia é a unica iluminação que você possui.

A musica Aurinko ja Kuu (O sol e a lua) começa como uma linda balada que se ouviria num vilarejo em festa. Então a musica se torna épica pois tem este direito! Aos 4 minutos começa um coral que vai se repetir outras vezes na musica. Daqueles canticos que se ouvem de jovens e velhos nas tavernas pela escandinavia...Enfim, eu considero essa musica como a mais fraca do album...Mas até a musica mais fraca do album é extremamente sublime e bela...Isso para mim é inacreditavel.

O epilogo do album é o um dos momentos mais belos e sublimes...Uma embarcação reduzida ao carvão flutuando no mar calmo da manhã. Podemos ouvir a frase melodica do começo e as ondas batendo nas rochas...Um epilogo que merece ser lembrado até que as ruinas de nossa civilização se reduzam a pedras irreconheciveis! O primeiro riff merecia ser reproduzido por violinos e por orquestras inteiras, digo isso sem o medo que minhas palavras se convertam num exagero abominavel.
Se esta musica não o incentiva a lutar num campo de batalha, ela o faz admirar o passado dos guerreiros nordicos que deram o sangue por sua terra. A batalha em Sankarihauta já terminara, agora é o momento de ouvir os anciãos já que a terra há muito fora batizada pelo sangue de nossos irmãos e inimigos.

Então, o baixo declara a minha despedida. O vulto, o fantasma que ouve e escreve. O album assim termina e eu me perco no horizonte.

Baixe e se perca no horizonte

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Death - Individual Thought Patterns

Eu tinha prometido a resenha do Symbolic, todavia, este album me inspirou mais nestes ultimos dias.


O individual é um album carregado por questões filosoficas, com letras contemplativas e intrigantes. Um album com um carater existencialista eu diria...Tudo no album me alegra...Me impressiona. Os riffs de jazz que deixam as musicas mais interessantes, como também o baixo e a bateria. Com riffs geniais de jazz contrascenando com excelentes passagens rapidas e extremas alem de letras profundas e filosoficas, o que nós temos? Uma obra de arte transcendental, no qual, nem o tempo é capaz de corroer.

Há melodias bonitas, que chegam até ser alegres, todavia, não deixa de decepcionar qual quer amante do Death Metal. É o que sempre digo: o que as bandas melodicas não conseguem fazer é melodias boas, que não sejam nocivas ao espirito. Não atinge seu unico intento, cujo o death metal, black metal e o folk conseguem fazer com uma naturalidade impressionante.

O album já começa com a excelente Overactive Imaginantion...A primeira vez que ouvi o primeiro riff, eu enlouqueci. Lembro que ouvia as tres primeiras musicas desse album quase todo dia. O primeiro riff é contagiante e me deixa extremamente feliz e contente em aprecia-lo. Se nesta musica dá para sentir o jazz, a In human form é praticamente um jazz mais pesado. Algo que você poderia ouvir num cafe de jazz/blues, todavia escuta no album do Death. Um jazz com pedal duplo? Bom pra caralho! Gosto muito do riff que parece ter vida propria e correr como um animal livre e solto pela minha mente em decomposição. Um riff bem jazz...O jazz tem um poder que me fascina.
Jealousy era a musica que eu ouvia sempre antes de ir a escola. Incentivo maior que esse não tinha, acredito. O baixo distorcido é uma coisa que fascina na musica...Dá uma atmosfera peculiar a ela...
O baixo no album inteiro é muito bom. Eu não tenho medo de dizer que esse album atingiu o virtuosismo, pois, o destaque vai para todos os intrumentos.
A nothing is everythin merece destaque por sua melodia erudita - se o jazz não fosse o bastante para tornar esta obra sublime.
Mentaly Blind é uma musica bonita, triste, soturna.
Individual Thought Patterns tem um fraseado de jazz bem alegre no meio da musica. O restante da musica é também muito interessante, diria...Com riffs que nos atingem como golpes de martelo. Frases de jazz tem esse poder...
A destiny é uma musica que me indentifiquei a pouco tempo. Em outrora, não tinha afinidade com essa faixa, todavia me fascinei como ela é bela...Ela começa com um arpeggio, então entra o riff pesado, sublime. O riff depois deste é lento e calmo. Até que o jazz possui a musica de uma forma supreendente. Peguei este riff. Ele não é rapido, ele não é tão complexo ou dificil, mas sublime...Schuldiner era muito filha da puta...Admiro a criatividade dele para criar algo tão forte a ponto de eu querer voltar a admirar a musica - que estava desprezando atualmente.


A  Out of Touch tem talvez uma das frases mais alegres. Lembra até uma melodia egipcia aquela porra...É dançante, hipnotizante...Faz bem para o espirito alegre e discontraido.

Para terminar o album com glória, nos temos a extraordinária Philosopher, que para mim, é a condenação, em forma de musica, ao idealismo extremado de Platão e outros idealistas. Não preciso dizer é claro que a instrumental está ao nivel das outras faixas do album e que quando a musica termina, nosso espirito se sente satisfeito de ter se realizado numa grande obra.

Donwload dessa grande obra

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Pequeno ensaio sobre a musica

Vou compartilhar com o mundo a introdução deste meu trabalho q estou desenvolvendo...

Meu anseio era de desenvolver um juizo objetivo que tivesse validade dentro do mundo da musica. A musica tem uma verdade estável? Ela pode ser entendida por um juizo objetivo que compreenda sua totalidade?

Baseado nessas perguntas, eh que eu comecei a tecer este pequeno trabalho. Se não for possível estabelecer um juizo objetivo para julgar a musica, posso dizer que a importância deste trabalho esta em demonstrar que muitas pessoas não tem critério algum para julgar a musica. E o que isso significa? Significa que estas pessoas tem a forte tendencia de ouvir qual quer coisa que se apresenta a elas externamente sem se preocupar em meditar sobre as musicas que escuta. O trabalho visa também demonstrar como a musica foi desvalorizada aos longos dos anos e principalmente nesta ultima década. Nao posso deixar também de demonstrar como cheguei a conclusão que a musica foi reduzida a mais impia mediocridade e como existem ainda músicos que a valorizam de alguma forma.


Posso definir uma pessoa apenas pela musica que ela escuta? Eu creio que sim. Outra pergunta que aflita a muito tempo: o que leva alguém a ouvir musicas tao baixas e banais como sertanejo e pagode?
Por que isso envolve as pessoas? A indiferença total pelo trabalho de grandes músicos que deram a vida pela musica também me intriga profundamente. O que é a musica? Algo que você coloca como trilha sonora para churrasco? Como trilha sonora para um vil ritual de acasalamento numa balada? Se a musica fosse isso músicos de todo o mundo poderiam compor apenas musicas para churrasco e balada, mas sabemos que isso não ocorre...
É preciso antes dar um sentindo, um significado a musica. A desvalorização da musica ocorre quando não me preocupo em conceber um sentido para ela. A musica eh uma forma de nos expressarmos no mundo, quer dizer, nos expressamos no mundo enquanto existimos, o que sugere que a musica seja a expressão do ser enquanto ser. Sendo assim, posso definir um homem e conhece-lo apenas pela musica que escutas.

Se fundarmos um conceito universal que tenha validade na musica e este conceito focase na intrumental ao invez de rostos bonitos e letras pateticamente sentimentais, desconsiderariamos muitas coisas que considerava-mos, até aqui, como musica. Seria uma verdadeira funil, se é que você me entende...Só sobraria o que realmente podemos chamar de musica, aquela que é benfazeja aos ouvidos e alma ao invez de corrompe-la. A legitimidade deste conceito, deste critério universal para julgar a musica, nos garante também a legitimidade da musica em si.

Minha proposta é que o nosso modo de conceber e julgar a musica deva se regular por um critério simples: a instrumental. Esse critério requer que eduquemos nossos sentidos para perceber o baixo, o vocal, o violino, a guitarra. Então, o que seria uma musica boa? Aquela que possui uma boa instrumental. O que é uma boa instrumental? A boa instrumental não é necessariamente complexa, mas sim, bem construida. Desde daquele solo de baixo que nos supreende até o solo mais inacreditavel ou simples, a instrumental é a essencia da musica. Poucos estilos - alem do Metal e do Jazz - me surpreenderam no que concerne a instrumental que é peculiar a estes estilos. Isso já é um fato importante para começar este trabalho.
Alguns estilos não tem nenhuma instrumental e não visam a virtuosidade. São essencialmente toscos e vulgares. Chegam até a desprezar a instrumental adicionando um sintetizador ou um vocal qualquer. São vazios. Não levam a experiencias transcendentais...Não inspiram, não proporcionam experiencias indiziveis e maravilhosas. Não enriquecem a nossa mente e nosso expirito.
A musica que não me estimula, não proporciona experiencias sublimes, não é uma musica que deva ser considerada.  Essa é um das grandes virtudes que eu compactuo. Se não é uma virtude sua, creio que jamais me compreenderia.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Death metal atual

O death metal atual me impressionara muito e continua me impressionando.

Sua fusão com outros estilos, seu foco em ousar inserir passagens melodicas ousadas, alem de adicionar tecnicas que não eram, até aqui, peculiares ao estilo, tornaram o death metal atual um estilo que merece a nossa atenção e respeito.

Meu destaque vai para estas bandas: Decapitated, Behemoth, Dying Fetus e Suffocation. 

Demonstração de minha tese:

Para demonstrar a tese que o death metal está vivendo um momento de ascenção e não de queda, é necessário demonstrar como cheguei a esta conclusão. Pois bem, estes exemplos a seguir servirão como uma demonstração elouquente de meu juizo positivo do death metal, juizo este que transcendeu a mera opnião, pois eu posso demonstra-lo.

 Dying Fetus - Your treachery will Die With You

Você pode detestar death metal, odiar gutural, pedal duplo, e até sair correndo quando escuta uma musica com distorção, mas desprezando essas questões subjetivas, é importante admitir o talento desses filho da puta. Com a tecnica e a virtuosidade que ostentam, poderiam fazer qual quer tipo de musica. O que impressiona é a velocidade e constancia dos sweeps, como também a estrutura da musica, que não é obvia. O que seria uma estrutura de musica padrão? Aquela que é verso, refrão, verso, refrão, solo, refrão de novo...Bom, esta musica está estruturada com diferentes passagens de tempo e riffs interessantes. Impressiona o modo como eles mudam de riff, que é bastante natural, embora adrupta. Essas mudanças repentinas de ritimo se dá logo aos 30 segundos da musica.
A musica fica com outra face logo aos 1:10. E então, 10 segundo depois, começa a maratona de sweeps, caracteristica que tornou a banda famosa. 
Inevitavelmente os sweeps deixam a musica mais melodica, o que não é problema,  pois, o death metal soube bem usar essas melodias.
Volto a dizer que, pela diversividade de frases, melodias usada nesta musica, ele transcende o thrash metal, que se limitou - muitas vezes - a uma estrutura previsivel em suas musicas. Esta estrtura não é problema, é claro, se você usar vários riffs em seus albuns ao invez de usar quases os mesmo no album inteiro - outro problema que encontrei no thrash metal. 

Suffocation - Pierced from Within


É estranho dizer, mas essa musica me lembra um bom jazz, só que bem mais brutal. Não é dificil descobrir que um dos critérios que eu considero muito a julgar uma musica é a diversidade das passagens de tempo, melodia...Se a banda satisfaz esse critério, é sinal de um bom entrosamento entre seus integrantes, pois construir uma musica repleta de mudanças de melodias e riffs com tempos diferentes não é possivel sem entrosamento. O entrosamento é uma das coisas que mais valorizo numa banda. 
Tudo me encanta nessa musica: bateria, riffs criativos e que fazem bem ao espirito. 
Essa musica tem riffs que lembram um colapso nervoso causado por uma influencia subterranea de Jazz, e eu gosto disso...
Pierced from Within é um album recomendadisimo para quem esta disposto a apreciar um bom death metal. É claro que é importante salientar que Suffocation não é uma banda que podemos chamar de "nova", todavia, eh uma banda que segue evoluindo de album pra album até os dias de hoje. Quer dizer, até as bandas antigas continuam a desempenhar um importante papel na musica extrema. Algumas delas, se convertem ao novo death metal, mais tecnico e virtuoso, salvo algumas excessões (como o Morbid Angel).

Decapitated - Spheres of madness

Decapitated era uma banda que eu não me indentificava no passado. Todavia, começei a ama-la e aprecia-la. Me fascinei pelo fato de que a maioria dos integrantes da banda não terem nem 20 anos quando eles lançaram o primeiro album em 2000, o Winds of Creation. O album é monotono, todavia, ja demonstrava o talento que aqueles musicos estavam desenvolvendo. E eu, quase com essa idade, só consigo compor musicas toscas e podres, enquanto esses filha da puta fazem um album de death metal tecnico? Vá se foder! É quase inacreditavel o que eles fizeram e o que eu não consigo fazer...Mas enfim, deixando comparações iludicas de lado, voltemos ao assunto principal...
Dos albuns que mais me interessaram nesta banda polaca, foi o Nihility de 2002. Essa musica, em especial, tem um riff muito interessante. A intro de bateria é excepcional, um show a parte de Vitek. O segundo riff sempre me lembrou uma melodia erudita executa por uma guitarra ao invez de um violino ou guitarra flamenca. 
A musica em si é monotona, pois só tem 3 ou 4 riffs...Mas já a criatividade desses dois riffs do começo me chamaram bastante atenção. O trabalho da banda é fiel a esta sonoridade. Percebe que a intrumental é o grande foco dessa banda, o que me orgulha pra caralho.
Baixem o Nihility e cuidado com o novo album. Embora a tendencia do death metal é evolir cada vez mais, tem bandas que blasfemam...Infelizmente, depois da morte de Vitek, o decapitated se tornou um Nu Metal nojento. O decapitated morreu com o seu baterista...
Bom, enfim, farei uma resenha do nihility em breve. 

Behemoth - Ov fire and the void 

Se o Decapitated era uma banda fodida, seus compatrias não são menos tecnicos e virtuosos. O Behemoth, que em outrora era uma banda tosca de black metal como as outras do estilo, evoluiu ao aderir ao death metal. Demigod, Apostasy, grandes obras do death metal mundial. Behemoth descobriu que melodias não nocivas, mas que, na verdade, essenciais no processo de composição.
Nergal é um guitarrista que respeito pra caralho e Inferno é um dos melhores bateristas do mundo. Gosto do tema lirico do Behemoth que é voltado para a historia antiga, como tambem, é claro, as letras declaradamente anti-cristãs. 
Essa musica do novo album é muito bonita como a lucifer. Ambas são lentas, pessadas e morbidas.
A musica é uma refezamento de riffs melodicos e extremos. O uso de tremolo picking é uma tecnica que enriquece a musica, talvez, algo que eles herdaram quando eram uma simploria banda de Black Metal. 

Essas bandas e muitas outras, são bons exemplos que o Death metal está passando por uma boa fase. Se você conhecer uma banda que seja similiar a estas que postei, ou tão brilhante quanto, se manifeste nos documentários!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O pagão


Divulgo aqui um pequeno texto que escrevi a um tempo atrás e que salvei do esquecimento. Um dos poucos artigos meus que eu salvei, pois, muitos textos que escrevi ja se converteram em cinzas e se esfaneceram no fogo de todas as costelas de chão que eu fiz. 
É claro, não passavam de desabafos, o que não me interessou em mante-los. 
Este texto eu escrevi a alguns meses atrás, fiz so algumas modificações visando a sua estetica.

Vejo no pagão uma forte comunhão com a natureza - os seus deuses são metaforas desta comunhão! Esta comunhão é reflexo de um povo que tem desconfiança, aversão e desprezo pelo celibato, pela castidade e pelo sofrimento. 
Vejo no pagão a liberdade, o orgulho, e não o arrependimento. 
Enquanto que o pagão bebe hidromel despreocupado, o cristão se arrepende de ser humano como se isso fosse um pessar e uma objeção. 
O pagão tem orgulho de estar vivo enquanto o cristão só almeja uma vida que lhe prometeram depois da morte. 



domingo, 18 de dezembro de 2011

Links de outra dimensão

Essa pode ser a ultima postagem deste ano segundo o calendário cristão. Enfim, segundo o calendário q eu criei - o calendário de inverno - estamos no meio do ano de 72. Enquanto o mundo não conhece as minhas obras - q nem saíram do papel - não eh relevante estender uma discusao sobre mim...


Descartes e Hume
Filmes de Tim Burton
Ensaio sobre a violencia nos games
Solucao definitiva entre a ciência e a religião
Nua nas ruas de Barcelona
Guerra dos farrapos 
Jazz numa barbearia
Mais jazz: Marcus Miller
Paco de Lucia 
Celtas 
A condição humana